Sexta-feira, Março 31, 2006

Davidson mantém domínio e fecha sexta-feira na frente

O domínio dos pilotos reservas continuou no 2º treino livre desta sexta-feira, em Melbourne. Mais do que isso. Anthony Davidson manteve-se “invicto” no circuito australiano. O inglês da Honda – mais rápido no primeiro treino do dia – foi também o melhor na segunda sessão. Logo atrás, dois colegas que só vão à pista nos ensaios livres: Alexander Wurz, da Williams, e Robert Kubica, da BMW.

Mais rápido entre os titulares, Jenson Button tratou de ratificar a boa fase da equipe japonesa com o quarto posto. Rubens Barrichello, ainda em fase de adaptação, foi o oitavo colocado, mas se mostrou muito animado com sua performance, definida por ele prórpiro como muito melhor do que nos finais de semana passados. Líder do Mundial, Fernando Alonso foi o quinto mais rápido com a Renault, sendo diretamente seguido pelo alemão Michael Schumacher (Ferrari) e pelo finlandês Kimi Raikkonen (McLaren).

Vindo de uma boa corrida na Malásia quando chegou na quinta posição, Felipe Massa terminou o dia na décima posição, logo atrás do colombiano Juan Pablo Montoya, o nono mais veloz com a McLaren.

Veja os dez mais rápidos da sexta-feira:
1) Anthony Davidson (ING/Honda/M), 1min26s822
2) Alexander Wurz (AUT/Williams-Cosworth/B), 1min26s832
3) Robert Kubica (POL/BMW Sauber/M), 1min27s200
4) Jenson Button (ING/Honda/M), 1min27s213
5) Fernando Alonso (ESP/Renault/M), 1min27s443
6) Michael Schumacher (ALE/Ferrari/B), 1min27s658
7) Kimi Raikkonen (FIN/McLaren-Mercedes/M), 1min27s773
8) Rubens Barrichello (BRA/Honda/M), 1min28s075
9) Juan Pablo Montoya (COL/McLaren-Mercedes/M), 1min28s200
10) Felipe Massa (BRA/Ferrari/B), 1min28s227

Quinta-feira, Março 30, 2006

GP Austrália F-1: Davidson lidera o 1º treino em Albert Park

A primeira sessão de treinos livres para o GP da Austrália confirmou uma tendência das duas etapas anteriores do Mundial: o domínio dos pilotos de testes às sextas-feiras. No treino inaugural no circuito de rua de Albert Park, os reservas comandaram as ações. No fim, Anthony Davidson, da Honda, e Robert Doornbos, da Red Bull, ocuparam os dois primeiros lugares, respectivamente.

Além dos dois líderes, Alexander Wurz (Williams) e Robert Kubica (BMW) também ocuparam o primeiro posto. Entre os titulares, o melhor foi Jacques Villeneuve, que fechou a sessão em terceiro com a BMW, logo à frente de Kimi Raikkonen, o quarto com a McLaren. Felipe Massa, em alta após o bom desempenho na Malásia, foi o quinto, logo à frente de Michael Schumacher. Posições que, curiosamente, repetem as da dupla ferrarista em Sepang.

Rubens Barrichello, da Honda, completou apenas uma volta e não marcou tempo. A Renault, com Fernando Alonso e Giancarlo Fisichella, optou por estratégia semelhante. Jenson Button e a dupla titular da Williams sequer deixaram os boxes. O segundo treino livre tem início à meia noite desta sexta-feira, no horário de Brasília.

Quarta-feira, Março 29, 2006

IRL: Moreno será o substituto de Carpenter na corrida de São Petesburgo

O piloto Roberto Moreno será o substituto de Ed Carpenter na segunda etapa da IRL, em São Petersburgo, corrida a ser disputada neste fim de semana. O norte-americano envolveu-se no grave acidente que vitimou o compatriota Paul Dana e – mesmo tendo recebido alta do hospital Jackson Memorial – não foi liberado pelos médicos para correr. No início da tarde desta quarta-feira, agências de notícias noticiaram que Moreno - com passagens pela F-1, F-Mundial e Stock Car - foi o escolhido pela equipe Vision para disputar a prova no circuito de rua. O brasileiro já havia testado pela equipe no traçado misto de Homestead, na terça-feira.

Fórmula 1 desembarca e se diverte na Austrália

A Fórmula 1 já desembarcou de "mala e tudo" na Austrália, palco do 3º GP do ano, a ser disputado no circuito de Albert Park, em Melbourne. A pista é interessante. Situada dentro do parque, mantém a tradição dos australianos de fazer corridas como se fosse em um circuito de rua (basta lembrar do antigo GP da Austrália, disputado em Adelaide, e ainda mais charmoso).

Dos últimos vencedores, destaque para Schumacher. O heptacampeão tem quatro vitórias na terra dos cangurus e neste ano, parece contar com um carro equilibrado e competitivo o bastante para lutar pelo quinto triunfo. Palavra de Felipe Massa. O brasileiro, que hoje se divertiu jogando rúgbi com Schumachão e tênis com outros pilotos, disse que a Ferrari está em boa forma para disputar o título da temporada. Equipada de novas asas, trocadas a pedido da FIA, o time italiano não admitiu irregularidades técnicas e disse que tudo está sendo feito no sentido de buscar melhoria de performance ao carro. Historinha para boi dormir...mas a gente finge que acredita...até que provem ao contrário.

Nas demais equipes, sem grandes novidades. Com exceção da boataria generalizada que rola solta no paddock da categoria em fim de semana de corrida, o destaque da quarta-feira ficou por conta dos eventos e atividades promovidas pelos pilotos. O campeão Fernando Alonso não só se divertiu no vídeo-game, como ainda jogou tênis e é claro,posou de modelinho para os fotógrafos. Fisichella, Heidfeld e Villeneuve também se renderam ao esporte da bolinha amarela e se mostraram em boa forma, numa modalidade também praticada por outros pilotos, como Mark Webber, De la Rosa, Montoya e Coulthard.

Sem nenhuma modéstia, Montoya diz que vagas não lhe faltam para o ano que vem

Juan Pablo Montoya estreou na F-1 em 2001. Correndo pela Williams, o colombiano causou grande estardalhaço logo em suas primeiras provas, após duelar de igual para igual com ninguém menos do que o super campeão Michael Schumacher. Após três anos de algumas vitórias mas poucos resultados expressivos, Juan Pablo foi trazido para a McLaren a peso de ouro por Ron Dennis.

O chefe da McLaren acreditava que no time inglês, Montoya seria uma especíe de "novo Senna", trazendo para a equipe toda a pilotagem agressiva, bastante característica aos sul-americanos. Realmente, Montoya usou e abusou da audácia, tanto que acabou tendo um campeonato de 2005 repleto de problemas. É bem verdade que venceu três corridas (inclusive em Interlagos, no Brasil), só que deixou muito a desejar, tomando um verdadeiro "caldo" do companheiro Kimi Raikkonen, o vice-campeão.

Diante dos poucos resultados, Dennis não teve dúvidas. Contratou Alonso para 2007 e gerou na cabeça de seus dois pilotos um grande clima de incerteza. Só que o problema maior foi que, tanto Kimi quanto Juan Pablo demonstraram total desinteresse em permancer no time. Hoje, já na Austrália, "El gordito" - como é chamado no padoock - afirmou, mostrando total falta de modéstia, que vagas não são o problema para ele. O piloto confirmou que seu futuro pode estar atrelado à Renault, Toyota, Red Bull e até BMW. Disse também que pode até ficar na McLaren, mas o desânimo ao citar o atual time foi tão grande que parece hipótese mais do que descartada.

Contratado para 2007, Alonso já elogia McLaren

Fernando Alonso é piloto da Renault. No entanto, de contrato assinado com a McLaren para a temporada de 2007, o espanhol gerou certo clima de tensão dentro do seu atual time ao elogiar a equipe comandada por Ron Dennis. O campeão mundial de 2005 aposta no time de Woking como um dos favoritos aos títulos nos próximos anos.

Em entrevista ao jornal "The Age", Alonso disse ter plena convicção de que, nos próximos três anos, a McLaren será a equipe a ser batida. Coincidência ou não, este é o período em Fernando tem contrato com a equipe. Falta de modéstia ou excesso de confiança??? Ninguém soube dizer ao certo o por quê das declarações do espanhol, líder do campeonato.

Já na Austrália, palco da 3ª etapa do Mundial, a ser disputada neste fim de semana, Alonso minimizou as declarações e adotando um tom mais pacífico, disse que não teme represálias dentro da Renault, já que neste ano, seu objetivo segue sendo conquistar o bicampeonato pelo time francês. Já para o ano que vem, a história é outra.

Terça-feira, Março 28, 2006

GP Austrália F-1: Eventos e previsões para a 3ª prova do ano

O GP da Austrália ainda nem teve seus primeiros treinos livres, mas para muitos, o fim de semana poderia mesmo acabar antes mesmo de começar. Por exemplo, no caso de Juan Pablo Montoya. O colombiano afirmou em Melbourne, neste terça-feira, que a McLaren dificilmente lutará por posições no pódio. O companheiro de Juan Pablo, o finlandês Kimi Raikkonen nem falou em condições de vitória. Seu grande objetivo parece ser reencontrar a sorte, que vira-e-mexe, vem o abandonando e atrapalhando qualquer pretensão de lutar pelo título.

Pelos lados da Renault, as duas vitórias (Bahrein e Malásia) parecem ter estabelecido uma grande tranquilidade no time, ao mesmo tempo que deram início a uma disputa interna. Alonso e Fisichella certamente disputarão as atenções do time comandado por Briatore, já que, teoricamente, não existe mesmo um primeiro piloto na equipe. Hoje, os dois pilotos, em companhia do test driver Heikki Kovalainen, estiveram no Japão, cumprindo compromissos com patrocinadores. Para completar, Rubinho Barrichello, já em território australiano, voltou aos tempos de Ferrari e resolveu falar mal do time italiano novamente, relembrando que saiu de lá, porque a equipe só tinha olhos para Schumacher. Neste ponto, certamente o alemão não reclamava tanto quanto o brasileiro.

McLaren busca contar com Rosberg em 2007

As atividades da F-1 em 2006 estão apenas no começo, mas a temporada do ano que vem já é assunto recorrente. A transferência de Fernando Alonso para a McLaren, a dúvida do "fico" de Schumacher, a decisão de Rossi e o futuro de Raikkonen aquecem os rumores. E o último refere-se justamente ao time de Woking, que pode contratar a revelação das primeiras provas.

Segundo a revista alemã "Motorsport Atkuell", Ron Dennis já fez uma aproximação para contratar ninguém menos do que Nico Rosberg. Autor da melhor volta da etapa do Bahrein e terceiro no grid da Malásia, o alemão é a atração do Mundial paralela à disputa pelo título. Seu estilo, inclusive, já é considerado melhor que o de seu pai Keke, campeão pela Williams em 1982.

A Williams, por sinal, que não ficaria de mão abanando nesta história. Para liberar Rosberg, a McLaren entregaria o inglês Lewis Hamilton, que vai disputar o campeonato da GP2 pela campeã ART. A intenção de Dennis denuncia diretamente que nem Montoya nem Kimi devem permanecer na equipe. Na verdade, são os dois que não desejam seguir no time, após não terem engolido as negociações às escuras que o chefe realizou na contratação de Alonso.

Neste sentido, tudo começa a se desenhar mesmo em maio. É quando Flavio Briatore anuncia — ou ao menos define — se Fisichella fica ou se tem dupla nova na Renault para 2007. Raikkonen pode aparecer por lá, Montoya tem chances, De la Rosa corre por fora. E tem ainda Kovalainen, atual piloto de testes da equipe. No mês seguinte, é esperado que Valentino Rossi decida se troca as duas pelas quatro rodas e Michael Schumacher opte por renovar ou se aposentar de vez da categoria. Diante de tantas indefinições, resta mesmo aguardar.

Stoddart garante a volta da Minardi para a F-1 em 2008

A Minardi voltará à Fórmula 1 em 2008. Quem garante é ninguém menos que Paul Stoddart, último dono da equipe na categoria. O australiano afirmou à agência “Reuters” que inscreveu a escuderia para o Mundial de daqui a dois anos. Stoddart, empresário do ramo da aviação, comprou a Minardi no fim de 2001 e, durante os anos seguintes, destacou-se pela luta pelos direitos dos times independentes. No fim da temporada passada, vendeu o time à Red Bull, que criou uma equipe satélite, a Toro Rosso.

Questionado sobre a possibilidade de remontar a escuderia, o australiano afirmou que ainda tem os direitos sobre o nome do time, bem como os modelos PS04B, utilizados no início da temporada passada. A FIA limitou a data de inscrição para a temporada de 2008 até o dia 31 deste mês. Segundo Max Mosley, apenas 12 equipes poderiam tomar parte no Mundial. Com a inscrição da Minardi – e a confirmação das 11 escuderias que disputam o campeonato deste ano – a lista já estaria fechada.

No entanto, segundo o presidente da entidade, há outras escuderias interessadas. A lista de inscritos, assim, poderia ter novos nomes, entre eles o da Prodrive – empresa de David Richards, ex-chefe da BAR. Um comunicado oficial com os nomes das pré-inscritas será divulgado até o fim de abril

Moss afirma que Fangio lhe recomendou uso de anfetaminas

O uso de drogas entre os pilotos – atualmente proibido pelo regulamento anti-dopping – era disseminado no automobilismo dos anos 50. A revelação é de Stirling Moss, tetra-vice-campeão mundial de Fórmula 1. Em entrevista à rede inglesa ITV, o ex-piloto confessou ter se drogado para vencer a “Mille Miglia” de 1955, um de seus mais aclamados títulos.

Segundo o inglês, o argentino Juan Manuel Fangio, companheiro de Mercedes-Benz, lhe deu algumas pílulas para ficar acordado. Moss afirmou não ter idéia do que era aquilo, mas confessou que funcionou bem em seu organismo.

Para total surpresa no meio automobilístico, Stirling disse que naquela época, todos os pilotos faziam uso de substâncias como a Benzedrina e a Dexedrina, principalmente em ralis. As duas substâncias citadas pelo piloto são anfetaminas, que estimulam o sistema nervoso central.
O ex-piloto confessou que tais substâncias seriam proibidas nos dias de hoje. De fato, o controle anti-dopping atual é severo. Em 2002, Tomas Enge perdeu o título da F-3000 por uso de maconha. Na época, os advogados do tcheco alegaram que a droga não lhe daria qualquer benefício esportivo, mas a FIA não recuou na decisão.


Times da GPMA já se inscreveram para a nova F-1, em 2008

As cinco equipes que fazem parte da GPMA já se inscreveram para participar da F-1 em 2008. Tal atitude, no entanto, não acaba com a ladainha de que pode haver um racha na F-1. A Federação Internacional de Automobilismo havia aberto o período de inscrições para a "nova F-1" na última sexta-feira. BMW, Honda, McLaren (DaimlerChrysler) e Toyota trataram de colocar seus nomes na categoria depressa. A Renault confirmou participação na manhã dessa segunda.

Em um simples comunicado de uma linha, a associação de equipes confirmou que os cinco times unidos se inscreveram para o Mundial de F-1 de 2008. Em outras palavras, a tal inscrição significa dizer que as escuderias poderão discutir as regras que passarão a reger a categoria daqui duas temporadas. Abrindo mais um porém, nenhuma delas ainda assinou o Pacto da Concórdia, espécie de carta magna que comanda a categoria. E elas fizeram questão de ressaltar que ainda querem conversar a respeito da divisão dos lucros.

Os "duros na queda" da GPMA afirmaram que continuam juntos para melhorar o esporte para benefício de todos ( só se for para eles não é mesmo, enchendo ainda mais os bolsos de dinheiro) e enalteceram que um progresso significante foi feito nas negociações com o homem dos direitos comerciais, leia-se aqui o nome do inglês Bernie Ecllestone, presidente da FOM, que gerencia os interesses financeiros da categoria. (A atual divisão de lucros da F-1 destina 50% para a Slec - holding administrado por bancos e Ecllestone - e outros 50% para serem divididos entre todos os times. Para continuarem na F-1, a GPMA exige que a tal divisão destine para os bancos 40% e para o times, os 60% restantes de receita)

A FIA ainda não se pronunciou sobre sua lista de inscritos e só quer revelá-los em 28 de abril. Rumores apontam que muitas equipes independentes apareceram para tentar ganhar um lugar na F-1 e que o máximo de 12 times já foi excedido.

Comentários gerais sobre o Renault Speed Show - etapa de Curitiba

O último fim de semana marcou o início da temporada 2006 do Renault Speed Show, evento que envolve a disputa dos Campeonatos de F-Renault, F-3 Sul-Americana, Copa Clio e em breve, a Super Clio. As etapas de abertura de tais campeonatos foram disputadas no Autódromo Internacional Raul Boesel, na região de Pinhais, em Curitiba, no Paraná. Na F-Renault, o destaque ficou para Felipe Lapenna. O piloto, vice-campeão de 2005, foi segundo colocado na primeira bateria (vencida por Vinícius Quadros) e venceu a segunda, somando ao fim do dia 54 pontos, diante de apenas 32 totalizados pelo vice-líder Quadros.

Já na F-3 Sul- Americana, nem o tempo instável atrapalhou os planos de Luiz Razia. O piloto de apenas 17 anos, que estreou na categoria no ano passado, saiu vitorioso nas duas provas do dia, e abriu boa vantagem na tabela de classificação, tendo 20 pontos diante de 8 dos vice-líderes Bia Figueiredo e Mário Moraes. Por fim, fechando o fim de semana em Pinhais, Leonardo Sanchez saiu com a vitória na Copa Clio, após um belo e disputado duelo com Nélson Silva Jr., que terminou em sexto.
Observação sobre o Renault Speed Show:
1 - Após um ano de 2005 de grids esvaziados, o evento parece ter recuperado um pouco de seu prestígio e a entrada da Super Clio deverá animar ainda mais este mercado;
2 - Em se tratando de uma categoria escola, como é o caso da F-Renault e da F-3, erros e falhas são sempre aceitáveis. No entanto, a garotada abusou do pedal da direita em Pinhais. Com o tempo instável, nem os mais experientes, como Bia Figueiredo e Diego Nunes se safaram de erros;
3 - Notável o ingresso de tantos pilotos vindos do kart. Só nesta etapa da Renault e da F-3, estrearam Mário Romancini, Clemente de Faria Jr., Pedro Nunes, Michel Noris, Cláudio Cantelli, Eduardo Leite e muitos mais ainda estão por vir.

Austrália já começa a viver a F-1

A semana mal começou e a Austrália já começou a respirar o clima da F-1. Na verdade, a categoria já está à caminho do país dos cangurus, para a etapa de Albert Park, em Melbourne, a ser disputada no próximo domingo. A expectativa para a prova é de muita disputa e de um grande equilíbrio de forças entre os times, mesmo diante das duas vitórias da Renault nas etapas do Bahrein (Alonso) e Malásia (Fisichella). Hoje, modelos australianas, já no clima da corrida, iniciaram as já tradicionais promoções locais para atrair público e mídia para a prova.

Mundial de Rali: Loeb vence na Espanha e dispara na liderança

A boa recuperação de Marcus Grönholm foi o destaque do último dia do Rali da Catalunha, quarta etapa do Mundial de Rali 2006. O finlandês conseguiu terminar a competição no terceiro lugar, depois de ter problemas no turbo de seu Ford durante a sexta-feira e cair para a décima posição. Na dianteira, o francês Sébastien Loeb não teve dificuldades para assegurar a segunda vitória no ano e alcançar 36 pontos na temporada. O segundo lugar na rali catalão ficou com a revelação da categoria, o espanhol Daniel Sordo – companheiro do francês na Citroën - que foi campeão na temporada passada do Mundial de Rali Jr.

Observações importantes sobre o Mundial de Rali:

1 - Sebástien Loeb é, de longe, a grande estrela da categoria. Atual bicampeão e liderando o campeonato com uma folga de 9 pontos para o vice-líder Gronholm, o francês ruma para o tri, sem grandes dificuldades;

2 - Marcus Gronholm sofre da mesma crise pela qual vêm passando Kimi Raikkonen (F-1) e Sete Gibernal (Moto GP). Tais pilotos fazem corridas excepcionais, mas vira-e-mexe são acompanhados de uma tremenda falta de sorte. Benzedeira neles!!!

3 - O Mundial de Rali FIA perdeu muito de sua competitividade nos últimos anos. Dos seus bons tempos, restaram alguns bons pilotos que proporcionam bons pegas. Entre os times, com a saída das equipes oficiais de Mitsubishi, Peugeot e Citröen, espera-se que o campeonato não perca ainda mais espaço nas próximas temporadas.

Domingo, Março 26, 2006

Em má fase, Barrichello agora culpa os pneus Michelin

Primeiro, foram os botões do volante. Depois, o controle de tração. Um pouco mais tarde, o sistema de freios de seu Honda. Agora, Rubens Barrichello elegeu outro componente de seu carro para justificar os maus resultados do início de ano: os pneus Michelin.

Em entrevista publicada neste fim de semana pelo jornal italiano "Corriere dello Sport", Rubinho afirmou que tem tido dificuldade para se acostumar aos pneus franceses. O brasileiro, que se transferiu da Ferrari no fim do ano passado, afirmou que muitas coisas mudaram e que, até agora, tudo parece muito complexo.

Questionado sobre o fato de já ter testado os pneus na pré-temporada, Rubens respondeu dizendo que o clima dos testes não era o mesmo do encontrado no Bahrein e na Malásia. E salientou que, nessas condições, os Michelin se comportam de forma muito diferente em relação aos Bridgestone, marca de pneus que Rubinho utilizou durante 6 temporadas correndo pela Ferrari. Rubinho ainda não marcou pontos no Mundial deste ano. Jenson Button, seu companheiro na Honda, tem 11 e é vice-líder do campeonato. O ponteiro é o espanhol Fernando Alonso, da Renault.

Moto GP: Rossi cai na largada e Capirossi vence duelo com Pedrosa


Há muito tempo uma temporada da principal categoria do motociclismo não começava tão bem. Para ser exato, desde 2000. Nos últimos cinco anos, a vitória na primeira corrida do Mundial não saiu das mãos de Valentino Rossi. Uma hegemonia que teve fim na largada do GP da Espanha, etapa de abertura do Mundial de Moto GP, disputada neste domingo, no circuito de Jerez de la Frontera.

Na freada para a primeira curva, o “Doutor” recebeu um toque de Toni Elias. A Yamaha caiu e o heptacampeão voltou à prova com quase um minuto de desvantagem. No fim, chegou em 14º, com um modelo desequilibrado e com muitos problemas devido à queda. Enquanto Rossi tentava se recuperar, no primeiro pelotão a briga era entre Loris Capirossi e o estreante Daniel Pedrosa – bicampeão das 250cc. O experiente italiano suportou a pressão do adversário no início da segunda metade da corrida. Depois, o espanhol aliviou, recolhendo-se à segurança do pódio, que já lhe valeu muitos elogios por se tratar de sua estréia na categoria.

A terceira posição ficou com Nicky Hayden, seguido de perto por Toni Elias. Marco Melandri foi o quinto e Casey Stoner – outro estreante – fechou o grupo dos seis primeiros. Pela primeira vez em 16 anos, uma prova da Moto GP não contou com a presença de um brasileiro. Alexandre Barros se transferiu no início deste ano para o Mundial de Superbikes.
Em resumo, algumas observações importantes no meu ponto de vista:
1 - Valentino Rossi já vui que o ano não será fácil...e que a Yamaha já não é mais tão boa assim;
2 - Capirossi venceu com a Ducati, mas sua moto mostrou uma instabilidade que mais parecia uma montanha russa, balançando para todos os lados;
3 - Dani Pedrosa confirmou que é a nova estrela do motociclismo. Na corrida, faltou arriscar mais para cima de Loris, mas valeu pelo 2º lugar;
4 - Hayden, sempre muito burocrático, viu que com a chegada de Dani Pedrosa, terá ainda mais trabalho pela frente;
5 - A quebra do motor Ducati nas primeiras voltas mostra que Sete Gibernau está precisando passar na mesma benzedeira de Kimi Raikkonen;
6 - A corrida de Toni Elias foi digna de prêmio. Afinal de contas, após tocar em Rossi e cair para último, o piloto da Honda concluiu em quarto, na cola de Hayden.

Em dia de tristeza, Wheldon conquista vitória apertada na IRL

O inglês Dan Wheldon venceu a primeira etapa da IRL em 2006. Com uma diferença de apenas 0s014 sobre Helio Castroneves, o piloto da Ganassi colocou fim a um dia triste em Homestead. No treino de aquecimento, pela manhã, o norte-americano Paul Dana morreu após um acidente.

Somente 16 carros largaram para a prova, que foi carente de emoções até a última re-largada, a 22 voltas do fim. A parte final da corrida foi marcada pela disputa entre Helio Castroneves, bicampeão das 500 Milhas de Indianápolis, e Dan Wheldon, atual campeão da categoria. Os dois andaram lado a lado por dez voltas e o brasileiro parecia ter levado vantagem até a bandeira branca, na 199ª passagem. Mas Wheldon, no traçado externo da pista, conseguiu a ultrapassagem na reta final, vencendo por alguns centímetros.

Em entrevista ao repórter Celso Miranda, da BAND, Helinho não escondeu a decepção pela segunda posição, mas se mostrou satisfeito diante do fato de que esta foi apenas a primeira prova do campeonato. Entre os demais brasileiros, o melhor foi Felipe Giaffone, numa surpreendente oitava posição com um carro da A.J. Foyt. Tony Kanaan, da Andretti-Green bateu na entrada dos boxes após passar pela grama e Vitor Meira abandonou a prova com um problema mecânico no carro da Panther.

IRL: Paul Dana morre após acidente em Miami

Os comissários da IRL confirmaram, no hospital Jackson Memorial, de Miami, a morte do piloto Paul Dana. O norte-americano, de 30 anos, sofreu um acidente no warm-up para a etapa de Homestead, que abre a temporada deste ano da Indy Racing League. Aos dois minutos do treino de aquecimento, Ed Carpenter rodou e bateu na Curva 2 do oval. Dana, que vinha logo atrás, chocou-se contra o carro do adversário. Ambos foram levados para o hospital.

Desde as primeiras informações, a situação do norte-americano era tida como gravíssima. O estado de saúde de Carpenter ainda não foi divulgado, mas o piloto está consciente e não corre perigo. A última morte na IRL havia acontecido em outubro de 2003, quando Tony Renna acidentou-se em um teste em Indianápolis.

Bobby Rahal, um dos donos do time Rahal-Lettermann pelo qual Dana competia, declarou que este é um dia negro para a história da categoria. Bobby informou ainda, que o time não disputará a prova com seus demais pilotos (no caso, Danica Patrick e Buddy Rice). Certamente, uma informação que deixa desolado todos os fãs do automobilismo. Ficam aqui os consolos à família de Paul Dana.

Campeão no Kart, Bianchini pode estrear na F-BMW ainda neste ano

O paranaense Pedro Bianchini conhece desde muito cedo os encantos do kart. Desde pequeno, Pedrinho corre de kart, se aventurando como um experiente, neste mundo difícil que é o automobilismo. Tetracampeão Sul-brasileiro e com muitas vitórias e bons resultados nos campeonatos Paulista, Paulista Light e Brasileiro, Bianchini pode estrear em monopostos ainda neste ano.

Patrocinado pela marca de bebidas energéticas Red Bull há seis anos, o piloto de apenas 14 anos, que competiu em cinco corridas de kart na Alemanha em 2005, poderá ingressar na F-BMW Alemã ainda em 2006. Segundo informações da revista Quatro Rodas, os primeiro testes poderiam acontecer no mês de agosto.

Caso tal mudança realmente ocorra na carreira de Bianchini, a tendência dos pilotos estrearem cada vez mais novos em carros de fórmula só sera confirmada. Só neste ano, cerca de cinco pilotos saíram dos kartódromos para tentar a sorte grande nos autódromos do Brasil, competindo na F-Renault e F-3 Sul-Americana.

IRL: Hornish conquista pole para etapa de Homestead. Helinho larga em 2º

Com Sam Hornish Jr. e Hélio Castroneves, a equipe Penske dominou o treino classificatório para a primeira etapa da IRL neste ano, em Homestead (Miami). Na largada que acontece neste domingo, o norte-americano Hornish, bicampeão da categoria, parte na primeira posição, após registrar a marca de 24s4625 a bordo de seu Dallara, equipado dos motores Honda, fornecidos para todos os competidores . Jr. foi seguido de perto pelo companheiro no time de Roger Penske, o brasileiro Hélio Castroneves, que já afirmou ter carro para vencer a corrida.

Aniversariante do dia, completando 24 anos de idade, a norte-americana Danica Patrick fez o terceiro tempo e abre a segunda fila, tendo ao seu lado o neozelandês Scott Dixon, da Ganassi, o quarto mais rápido. Campeão em 2004 e vice no ano passado, o brasileiro Tony Kanaan, da Andretti-Green, fecha o grupo dos cinco primeiros. Dan Wheldon, atual campeão da categoria fez o oitavo tempo do dia, frustrando um pouco as expectativas de quem o colocava como favorito à pole. Com o carro da A.J. Foyt, Felipe Giaffone conseguiu uma heróica décima posição no grid, sendo bem melhor do que o compatriota Vítor Meira, que depois de não participar de dois treinos livres, obteve apenas a 19ª e penúltima marca da classificação com um carro da Panther.

A corrida em Miami, no oval de Homestead, certamente será de muita disputa, ainda mais com a entrada em vigor da regra de fornecimento de motores de uma única montadora (Honda) para todos os time, o que irá gerar maior equilíbrio. No entanto, me arrisco a dizer que a vitória ficará entre os carros de Penske, Ganassi e Andrett-Green. A prova terá transmissão ao vivo pela Band, a partir das 17:30h.

Sábado, Março 25, 2006

Vídeos interessantes sobre Senna na Net

Estava navegando pela internet e como curioso que sou, encontrei alguns vídeos que são um prato cheio para quem é fã de Ayrton Senna. No primeiro, o brasileiro completa uma volta rápida no lendário circuito de Suzuka, em ano não identificado. Pode-se observar, no entanto, que Senna ainda troca as marchas no sistema de alavancas, o que nos remete aos ano de 88 e 89. Vale a pena conferir: http://www.youtube.com/watch?v=dzrkKl6BaHc
O segundo é em outra pista histórica e conta com mais enredo. Além de uma entrevista de Senna sobre a pista de Monte Carlo, o brasileiro completa uma volta de classificação pelas ruas do Principado. Esse é de arrepiar, ainda mais quando se lembra que Ayrton venceu nesta pista por seis vezes. Confira: http://www.youtube.com/watch?v=LRpG_jP13X4&search=senna
Divirtam-se, comentem e esperem pelos próximos. Um abraço

Trofeo Maserati: Em sua estréia, Guto Negrão larga na pole em Interlagos

Convidado da organização, o piloto Guto Negrão correspondeu à honraria com a pole position da prova que abre neste domingo a terceira temporada do Trofeo Maserati, categoria de carros de turismo que reúne jovens e experientes pilotos. Em sua primeira experiência na categoria, o campineiro que compete na Stock Car não deixou por menos: liderou os quatro treinos livres e ainda registrou as duas melhores voltas da sessão classificatória deste sábado, garantindo a primeira colocação para a corrida de domingo, em Interlagos, com o tempo de 1min47s655.

Para Guto, que não saía na frente desde 2003 - quando largou na pole nas duas etapas da Stock Car em Curitiba - garantir a 1ª posição na Maserati não foi muita surpresa. Depois de colocar uma boa vantagem sobre o segundo mais rápido, Luciano Zangirolami, o campineiro admitiu que não ficou surpreso com a imediata adaptação aos 413 cavalos de potência do motor e aos 1.450 quilos de peso do conjunto, uma vez que já conta com a bagagem trazida de seus muitos anos de Stock, que utiliza motores com mais de 400cv e carros com chassi tubular, até mais esportivos do que as Maserati.

A largada da prova acontece às 13h05 (horário de Brasília), com transmissão ao vivo pela Rede TV. Vale a pena ficar ligado na prova. As disputas não costumam ser tão intensas, mesmo diante do fato dos carros serem iguais. Mas para quem gosta de automobilismo, tudo vale no fim de semana e para os pilotos, é uma forma a mais de estar na pista.

Moto GP: Rossi decepciona e Capirossi larga na pole em Jerez

Os adversários avisaram ao longo da pré-temporada e o grid para o GP da Espanha – etapa de abertura do Mundial de Moto GP – confirmou, pelo menos até agora, o aviso: Valentino Rossi não terá vida fácil em 2006. No primeiro treino classificatório do ano, o domínio foi da equipe de fábrica da Ducati. O italiano Loris Capirossi conquistou a pole position para a etapa em Jerez de la Frontera e o espanhol Sete Gibernau garantiu o segundo lugar para a montadora italiana.

Comprovando o bom desempenho da Kawasaki, o japonês Shinya Nakano, garantiu um convincente terceiro lugar. As quatro posições seguintes ficaram com o quarteto principal da Honda, formado por Nicky Hayden, Daniel Pedrosa, Toni Elias e Marco Melandri. Em oitavo, o francês Randy de Puniet levou a segunda moto da Kawasaki a uma boa colocação entre os dez mais rápidos.

Valentino Rossi, dono dos últimos cinco títulos mundiais, foi apenas o nono, uma posição à frente do companheiro de equipe, o norte-americano Colin Edwards. O mau desempenho da Yamaha foi acentuado com o decepcionante 14º lugar do espanhol Carlos Checa, da equipe Tech 3 – satélite – e de seu parceiro de time, o inglês James Ellison, apenas o 18º e penúltimo no grid de largada. A prova será exibida ao vivo pelo canal por assinatura SporTV.

IRL: Wheldon lidera 1º dia de treinos em Homestead

Dan Wheldon mostrou no primeiro dia de treinos em Homestaed, em Miami, que trocou de equipe mas continua o mesmo piloto veloz das temporadas passadas. A sexta-feira na IRL foi marcada pelo domínio dos carros da equipe de Chip Ganassi. O neozelandês Scott Dixon começou as sessões na frente e Dan Wheldon – atual campeão e estreante na equipe – completou a festa com o melhor tempo no segundo treinamento.
O inglês terminou a sexta-feira com 24s8004, seguido de perto pelo novo companheiro. Em seguida, a dupla da Penske, com Helio Castroneves à frente de Sam Hornish Jr.. Dois pilotos da Andretti-Green – Tony Kanaan e Bryan Herta – completaram o grupo de seis primeiros, mostrando que, salvo suspresas, os três times serão os sempre favoritos às vitórias. Com a razoável A.J. Foyt, Felipe Giaffone terminou o dia com o 16º tempo e Vitor Meira – que completou uma única volta na segunda sessão – foi o último em sua estréia pela Panther. O treino que define o grid de laragda será realizado neste sábado.

WRC: Gronholm tem problemas e Loeb lidera 1º dia na Catalunha

Marcado pela morte do co-piloto Jörg Bastuck, o Rali da Catalunha terminou seu primeiro dia de competições com a liderança do francês Sébastien Loeb, o líder da temporada. O bicampeão mundial herdou a ponta do finlandês, e às vezes azarado, Marcus Grönholm, que teve problemas no turbo de seu Ford e caiu para o 10º lugar. Até agora, a Citroën domina as ações no asfalto espanhol. Dois pilotos locais, Daniel Sordo e Xavier Pons, companheiros de Loeb na marca francesa, ocupam o segundo e terceiro lugares.

Vindo de dois segundo lugares (Monte Carlo e Suécia) e uma vitória (México), Loeb tem ao fim do primeiro dia na Catalunha, uma vantagem de quase 30s para Sordo. O rival mais direto de Loeb na luta pelo título, o norueguês Petter Solberg, da Subaru, é o quarto na classificação do rali espanhol. O rali segue em sua disputa neste sábado e termina no domingo.

GP do Japão de F-1 sai de Suzuka e vai para Fuji a partir de 2007

Por meio da Toyota, mudanças foram anunciadas visando o GP do Japão para 2007: sai o circuito de Suzuka, sede da etapa nipônica desde 1987, e entra Fuji, que abrigou as duas primeiras edições da prova, na década de 70. A confirmação veio nesta sexta-feira, por meio da Toyota, proprietária da pista.

Assim, a montadora ganha a batalha interna com a Honda, maior acionista do circuito rival. Presidenete da FOM (empresa que cuida dos interesses comerciais da F-1), Bernie Ecllestone declarou em nota oficial que a FIA tem o prazer de anunciar que o Fuji Speedway será a nova casa do GP japonês.

O acordo para a troca de sede foi finalizado na Malásia, no último fim de semana, embora as especulações já se arrastassem desde o fim das reformas na pista, no ano passado. O foco principal foi a segurança. Em 1977, segundo e último da F-1 em Fuji, um acidente matou dois espectadores.No comunicado oficial, nada se fala sobre a situação de Suzuka.

O certo é que, se permanecer no calendário, não será sob a alcunha de GP do Japão. Neste sentido, para conciliar a situação, a FIA poderia promover a volta do GP do Pacífico, o que já aconteceu em meados da década passada. Mas, diante da "caça" aos países com duas etapas no Mundial (caso de Alemanha e Itália), é improvável que isso aconteça.

Sexta-feira, Março 24, 2006

FIA publica novos inscritos para a "nova F-1" já em abril

Como forma de pressionar as montadoras pertencentes à GPMA a se inscreverem rapidamente, Max Mosley revelou às próprias que vai divulgar já no mês que vem as equipes comprometidas ao Mundial de 2008, primeiro sob a regência do novo Pacto da Concórdia, que terá uma série de modificações técnicas e esportivas. A FIA abriu inscrições para a "nova F-1" nesta sexta-feira e as 11 escuderias e suas respectivas montadoras têm uma semana para aderir à categoria. Do contrário, não poderão, se vierem a assinar mais tarde, participar das conversas que definirão o regulamento. A publicação, segundo decidiu o Conselho Mundial, será feita em 28 de abril.
De acordo com o Pacto da Concórdia, a F-1 pode ter no máximo 12 equipes. Outro fato que pressiona as montadoras rebeldes é que a caução de US$ 48 milhões para entrada de uma nova escuderia não vai mais existir, o que incentiva grupos como a Prodrive, de David Richards, a tentar um lugar no campeonato. Mosley escreveu uma carta às cinco representantes da GPMA — Renault, Honda, DaimlerChrysler, BMW e Toyota — assegurando que o único jeito de se envolver ajudando nas regras é assinar para estar no Mundial de 2008. A FIA criou um Grupo Esportivo, nas bases do Técnico, para discutir apenas os assuntos referentes ao regulamento.

IRL tem abertura do campeonato neste fim de semana, com a etapa de Homestead, em Miami


A temporada 2006 da IRL terá incío neste fim de semana, com a disputa em Miami, da etapa de Homestead, que abre o campeonato, previsto para ser disputado em 14 provas. Em relação a mudanças, a grande novidade está nas trocas de cockpits entre os pilotos e do retorno ao formato monomarca, com a Honda fornecendo motores para todas as equipes. Atual campeão da categoria, o inglês Dan Wheldon, vencedor de 6 etapas no ano passado (inclusive a tradicionalíssima 500 milhas de Indianápolis) busca o Bi, mesmo ciente das dificuldades. Além da competitividade do certame, Wheldon ainda conta com o fato de ter trocado de equipe. O Antes piloto da Andretti-Green agora veste o macacão da equipe Ganassi, tendo como companheiro de equipe o veloz neozelandês Scott Dixon (campeão em 2003).

Entre os brasileiros, quatro forças para o campeonato. Campeão em 2004 e Vice no ano passado, Tony Kanaan só pensa em vencer e manter o título no time do patrão Michael Andretti. Bicampeão das 500 Milhas em 2001 e 2002, Hélio Castroneves mostra-se bastante animado para esta temporada com a Penske. Após um ano cheio de problemas e de apenas uma vitória, o ‘‘Homem Aranha’’ pretende lutar pelo título, que já lhe escapou duas vezes. Após um belo e competente trabalho pela Rahal-Lettermann, o brasiliense Vítor Meira busca quebrar a barreira de vitórias na categoria estreando pela equipe Panther. O objetivo de Meira será de fazer a equipe reviver as glórias do passado, quando foi bicampeã na IRL com o norte-americano Sam Hornish Jr. Por fim, Felipe Giaffone retorna a IRL após um ano competindo na F-Truck. Na equipe de A.J. Foyt, o paulista sabe que os resultados serão difíceis, mas a motivação certamente será maior do que tudo.

Para delírio dos fãs da categoria, vale ressaltar que a musa da IRL, a norte-americana Danica Patrick foi mantida na equipe de Bobby Rahal e David Lettermann. Importante dizer que a bela moça, que conquistou como melhores resultados em 2005 dois quartos lugares (no Japão e em Indianápolis) buscou nas férias da categoria fortalecer sua musculatura (muito frágil no ano passado), para conquistar a tão sonhada primeira vitória. A corrida, no domingo, contará com transmissão da BAND, a partir das 17:30h, no horário de Brasília.

Mais um membro da família Schumacher ingressa nas pistas

Uma notícia sem pé nem cabeça, mas vamos aos fatos dessa papagaiada. A questão é que outro membro da família Schumacher será piloto em tempo integral. Trata-se de Cora, esposa de Ralf Schumacher. A loura de 29 anos, que aprendeu a pilotar na Mini Challenge, assinou um contrato de 500 mil euros (R$ 1,2 milhão) para correr durante um ano na Leon Supercopa, categoria do Campeonato de Turismo Alemão (DTM), em que os carros chegam a 260 km/h.

A Sra. Schumacher tornou-se um dos pilotos mais bem pagos na Alemanha. Segundo o jornal Bild, Cora ganhará mais do que o estreante na Fórmula 1 Nico Rosberg que, segundo estimativas, ganhará 350 mil euros (cerca de R$ 900 mil) por ano da equipe Williams.

Diante de toda esse dinheirão destinado a sua conta bancária, Cora, que certamente atrairá muita mídia para as corridas devido ao seu famoso sobrenome, limitou-se a dizer que com a grana poderá economizar bastante, para finalmente poder comprar presentes para o maridão Ralf e para o filho David. É...quando a fase está ruim, até mesmo a mulher de Ralf parece ter mais espaço do que o piloto da Toyota, que na Malásia, conquistou um ponto suado com o sofrível carro do japoneses.

TV Alemã denuncia Ferrari e mais cinco times da Fórmula 1


Segundo a RTL, a TV alemã que denunciou o movimento de elementos da asa dianteira da Ferrari, ainda há equipes que devem ter seus componentes verificados por estarem infringindo o regulamento. Após o time de Maranello e a revelação de que McLaren e BMW Sauber terão de levar asas traseiras modificadas para o GP da Austrália, outras três escuderias, pelo menos, estariam "sob observação", e não exatamente em relação às asas.

A Renault é uma delas. E a largada de Fernando Alonso levantou a lebre. O espanhol passou como quis pelas McLaren de Montoya e Raikkonen e aproveitou-se da briga das Williams para pular de sétimo para terceiro na primeira curva da prova da Malásia. Suspeita-se que o time de Flávio Briatore esteja fazendo uso de um controle de largada ‘‘camuflado’’. Tal tecnologia foi banida da F-1 em 2004. Ainda assim, a Renault "pula" na frente das demais com facilidade nas partidas. Tricampeão de Fórmula 1 e ex-chefe de equipe da extinta Jaguar, Niki Lauda disse que as largadas das Renault são algo incomum.

A RTL especulou que as outras duas equipes fora do regulamento seriam Honda e Toyota, com asas também flexíveis. Uma outra reclamação que começa a surgir em relação à Ferrari é sobre o sistema de freios do time, que provocaria movimentos em peças que deveriam estar estáticas. Bem....em resumo, tudo está sob suspeita. Todo mundo fazendo gambiarra nos carros para continuar sendo tão rápido quanto no ano passado. Realmente Bernie Ecllestone tinha razão: ‘‘Este novo regulamento foi um verdadeiro tiro no pé’’. E agora, o principal campeonato mundial de automobilismo parece tomar ares amadores, piores do que de uma competição de kart. Vamos aguardar para ver o desenrolar dos fatos. Como profissional e amante do esporte, a sensação é de ter sido enganado por alguém. Afinal de contas, é o fim do mundo ficar de madrugada assitindo a corridas com carros cheios de traquinagens. Resta também saber qual será a atitude da FIA. Quieta, espero e acredito que ela não ficará.

Quinta-feira, Março 23, 2006

Começa o Mundial 2006 de Moto GP. E o favorito continua sendo...Valentino Rossi

Ano vai, ano passa e nada muda muito radicalmente na Moto GP. Alguns pilots trocaram de equipes (caso, por exemplo, de Sete Gibernau, agora piloto da italianíssima Ducati); Outros, saíram da categoria e foram tentar a sorte grande em outra categoria do motociclismo (casos de Alexandre Barros, Troy Bayliss, Fonsi Nieto e Ruben Xaus); outros ainda que sem equipe, podem ingressar até mesmo no automobilismo (no caso, o italiano Max Biaggi). No entanto, para Valentino Rossi, a única diferença para este ano é que o italiano correrá buscando seu oitavo título e não mais o sétimo, garantido com tranquilidade em 2005.

Sob o comando de sua Yamaha, Rossi segue como o principal piloto a ser batido em mais uma temporada da MotoGP, a mais importante da motovelocidade. A temporada 2006 começa neste domingo, com a disputa do GP da Espanha, no circuito de Jerez de la Frontera. ‘‘The Doctor’’, que não terminou a pré-temporada como gostaria - devido às vibrações de sua moto na entrada das curvas - não perdeu sua condição de favorito por isso. Porém, certamente terá um árduo trabalho pela frente. Além dos tradicionais rivais (Gibernau, Capirossi, Hayden, Melandri e Edwards), estréiam na categoria nomes recém chegados das 250cc. Casos por exemplo, do atual bicampeão Dani Pedrosa e do vice-campeão Casey Stoner.
Exigente para os protótipos e para os pilotos, a corrida em Jerez tem uma característica bastante interessante pois, ao mesmo tempo em que abre a temporada, esta etapa costuma determinar as forças dos pilotos e equipes para toda a temporada. Basta lembrar da corrida no ano passado, quando Rossi ultrapassou ‘‘na marra’’ Sete Gibernau, e garantiu o primeiro de 11 triunfos na temporada. Outra observação é que pela primeira vez em 16 anos, a Moto GP não terá a presença de um brasileiro. Vale lembrar que Alex Barros transferiu-se neste ano para o Mundial de Superbikes.

Rubinho admite total decepção na era Honda!

Rubens Barrichello admitiu, nesta quinta-feira, estar decepcionado com os dois primeiros resultados que obteve com a Honda nas duas corridas disputadas até agora na temporada 2006 da Fórmula 1. Em entrevista à revista ‘‘TV Movie’’, Rubinho afirmou que não esperava algo assim, mas enalteceu sua vontade de dar a volta por cima, conquistando em breve vitórias pela equipe japonesa.

A fase de Barrichello anda tão difícil, que o desempenho do brasileiro não vem agradando nem mesmo sua equipe. Prova disso é que o piloto foi convocado esta semana para treinar no circuito de Vallelunga, na Itália, buscando uma melhor adaptação ao modelo RA 106. Além de Barrichello, Anthony Davidson e James Rossiter, pilotos de testes da equipe, também realizaram o melhor desenvolvimento do carro, assim como dos pneus Michelin, marca que equipa o time.

Quarta-feira, Março 22, 2006

2ª parte da entrevista com BIA FIGUEIREDO

Após postarmos a primeira parte da entrevista com a piloto Bia Figueiredo, hoje é a vez da continuação da entrevista concedida por Bia via internet. Espero que todos gostem. Leiam e comentem!!!

* PIT STOP: Após alguns anos na F-Renault, você considera ter adquirido uma boa "bagagem"em carros de fórmula (monoposto)?
BIA FIGUEIREDO: Acredito que sim. Venci três corridas ano passado e andei bem em todas as corridas . Pena que não conseguimos o título.
* PIT STOP: No ano passado, você venceu 3 provas no campeonato mas ainda assim viu Nelson Merlo ser campeão (você terminou em terceiro). O que você acha que faltou para você levantar a taça?? E você ficou satisfeita com o resultado final?
BIA FIGUEIREDO: Vencemos três provas, mas perdemos muitos pontos com quebras e batidas. Talvez tenha faltado um pouco de calma em ultrapassagens, pois poderíamos ter vencido mais corridas. Foi um bom ano, pois fomos muito competitivos. O que foi ruim foi a nossa pontuação final, pois esperava muito mais que o 3º lugar.
* PIT STOP: Seu caminho em 2006 será disputar o Campeonato de F-3 Sul-Americana. Qual é a sua expectativa para o campeonato?
BIA FIGUEIREDO: Percebemos que eu ainda não estava 100% para ir para a Europa, e como prefiro ficar mais um ano no Brasil do que ir e voltar, optamos pela F3 que vai me dar mais experiência e técnica. Acredito que vá ser um campeonato disputado e que eu possa me superar e aproveitar a experiência da equipe.
* PIT STOP: E os próximos passos? Você planeja testar por alguma outra categoria neste ano??
BIA FIGUEIREDO: Ainda não sabemos o que pode acontecer no 2º semestre, mas seria muito legal fazer alguns testes fora do país.
* PIT STOP: Bia, para finalizar, gostaria que você comentasse a maior participação das mulheres no automobilismo. Consta que, além de você no Sul-Americano de F-3, teremos em 2006: Débora Rodrigues (F-Truck), Suzane Carvalho (provavelmente correndo de Stock), Danica Patrick (IRL) e Katherine Legge (Champ Car).
BIA FIGUEIREDO: Acho que as mulheres têm tudo para obter grandes resultados neste ano. A Debora, cada ano que passa, consegue melhorar seus resultados na Truck. A Suzane já foi campeã de F3 Light e se voltar a correr pode se dar bem nos Stocks. E as estrangeiras também devem surpreender. Quem sabe a Danica não consegue sua primeira vitória na IRL!
A piloto Bia Figueiredo estréia na F-3 Sul-Americana neste fim de semana, quando será disputada a primeira etapa da temporada 2006 do Renault Speed Show, no Autódromo Internacional Raul Boesel, em Curitiba, no Paraná.

Fórmula 1 e a febre do ORKUT

A grande onda do momento na net parece ser mesmo o Orkut. Criado em 2004, o site de relacionamento de pessoas gerou grande reboliço entre os adolescentes. Meses mais tarde, esta mania já unia via internet pessoas de todos os tipos e de várias partes do mundo. No entanto, mais de 60% do usuários são brasileiros.

As comunidades, um dos grande baratos do orkut, criadas para pessoas comentarem sobre determinados assuntos, fazem dele quase um vício diário. Neste sentido, as Fórmula 1 não poderia ficar de fora. Comunidades sobre Fernando Alonso são uma enormidade. Desde pessoas que o adoram, que o acham metido, que lhe consideram um mágico, e até aqueles que xingam os torcedores que não vão com a cara do espanhol. Sobre Schumacher, os temas são os mais diversos. Desde aquelas que odeiam o piloto, até as que acham o alemão muito velho, que joga sujo dentro da pista e que Massa vai lhe dar um "caldo" neste ano.

Existem outras ainda mais interessantes. "Perco o amigo mas não perco a F-1" é bem a cara dos amantes da categoria. A zombaria sobre as abreviaturas utilizadas pela Rede Globo também não são perdoadas. Afinal de contas, quem é que agüenta uma corrida em que Galvão Bueno fala centenas de vezes as iniciais RBR, STR ou MF1, ao invés de dizer Red Bull Racing, Scuderia Toro Rosso ou MidLand F1. Nada contra Galvão, mas a chatice é total. Falando sobre o narrador da Globo, ele ainda é tema de outro grupo. Diante da confusão que acaba fazendo em algumas corridas com os nomes dos finlandeses Mika Hakkinen e Kimi Raikkonen, Bueno ganhou uma comunidade de presente: "Kimi Hakkinen? hham??". Fúteis ou não, as comunidades apresentam em sua maioria, de 300 a 2000 membros.

Terça-feira, Março 21, 2006

Nico é finlandês ou alemão?? E Nelsinho...brasileiro ou alemão??

Uma dúvida freqüente que venho recebendo dos amigos da velocidade diz respeito à nacionalidade do piloto Nico Rosberg, que vem sendo a grande revelação do Mundial 2006 da Fórmula 1. Para aqueles quem têm dúvidas, vamos desvendar este imbróglio.
Nico Rosberg é filho do ex-piloto Keke Rosberg. Keke, que foi campeão mundial de Fórmula 1 em 1982, pela equipe Williams, nasceu na Suécia, só que acabou fazendo sua carreira representando a Finlândia, país que até hoje defende. Já Nico, diferentemente do pai, nasceu na Alemanha, pelo fato de sua mãe ter origens da terra de Schumacher e companhia. Para mostrar como esta relaçào de nações é realmente confusa na família Rosberg, Nico não sabe uma palavra sequer do idioma do pai. Coisas do automobilismo.
No Brasil, um caso parecido diz respeito a Nelsinho Piquet. O filho do brasileiro Nelson Piquet nasceu em Heidelberg, na Alemanha, país de sua mãe. Apenas com oito anos de idade é que o piloto veio para o Brasil, onde começou a correr de kart e arranhar o português.

Homenagem:Piloto Ayrton Senna completaria hoje 46 anos

Baixinho, franzino, paulistano do bairro de Santana, o menino Ayrton Senna da Silva ganhou logo ao quatro anos de idade um kart movido a bomba d’água produzido pelo seu pai, o industrial Milton da Silva. A partir de tal presente, o inquieto garoto jamais escondeu de ninguém a sua incontrolável paixão pela velocidade. Para muitos, a vontade de Ayrton de estar na pista era tanta que mais parecia uma obsessão, resultado de algum problema neurológico. No entanto, as vitórias nas pistas vieram a acabar com as dúvidas sobre o comportamento do jovem.
Obstinado, esforçado e meticuloso desde os tempos do kart, Senna colecionou vitórias, títulos e não demorou a ter seu talento saltando aos olhos daqueles que conheciam o caminho natural a ser trilhado pelo garoto. Após ser campeão paulista, brasileiro, sul-americano e vice-mundial por duas vezes, Ayrton saiu dos kartódromos para logo ganhar espaço nas pistas da Europa. De 1981 a 83, Senna colecionou os títulos Inglês de Fórmula Ford 1600, Inglês e Europeu de Fórmula Ford 2000 e o Inglês de F-3, conquistas que lhe asseguraram testes em equipes de Fórmula 1 e uma vaga de titular na temporada 84 da principal categoria do automobilismo mundial.
Estreando pela modesta Toleman, que não tinha estrutura alguma, Senna fez um ano mágico com um carro muito mais lento do que dos rivais, conquistando seus primeiros pódios na categoria. Nas três temporadas seguinte, já pela Lotus, um dos times mais tradicionais da Fórmula 1, Ayrton veio a conquistar suas primeiras vitórias. No entanto, o conjunto Lotus-Renault e depois Lotus-Honda não pareciam se adaptar ao talento de Senna. Em 1988, Ayrton enfim anuncia sua transferência para um time de ponta. Na nova equipe, a histórica McLaren, Senna conquistou seus três inesquecíveis títulos mundiais. Após 6 anos de parceria com o time de Ron Dennis, o piloto brasileiro, buscando novos desafios, anunciou no fim de 1993 sua transferência para a equipe Williams.
No entanto, o sonho de guiar o carro azul e branco durou pouco. Em três corridas, Senna conquistou 3 poles, abandonou duas provas e não completou o GP de San Marino, em virtude de um grave acidente que sofreu na curva Tamburello, que acabou por lhe tirar a vida. Ayrton Senna morreu aos 34 anos de idade, tendo conquistado na Fórmula 1 nada menos do que 3 títulos mundiais, 41 vitórias, 65 pole positions, 19 voltas rápidas, além de 614 pontos somados em 161 GP’s disputados. Hoje, Ayrton estaria completando 46 anos de idade.

Entrevista com a piloto Bia Figueiredo

A primeira entrevista do PIT STOP-BLOG DO GRANZOTTO é com a piloto Bia Figueiredo, primeira mulher do mundo a vencer uma prova de F-Renault. Após terminar em terceiro lugar na campeonato de 2005, Bia só pensa em andar bem na F-3 Sul-Americana e iniciar testes em outras categorias da Europa. Potencial e humildade, Bia mostrou que tem de sobra. Acompanhe a primeira parte da entrevista. A segunda parte será postada amanhã!

* PIT STOP: Bia, como e quando começou a paixão por corridas???
BIA FIGUEIREDO: Desde muito pequena. Gostava de brincar de carrinho e de bonecas tambem. Era muito fã do Ayrton e sempre acompanhava as suas corridas. Quando vi um kart pela primeira vez aos 5 anos, fiquei pirada, até que aos 8 meu pai deixou eu fazer a escolinha e nunca mais parei.
* PIT STOP: Após muitos anos de kart, em que você competiu em campeonatos com altograu de dificuldade, como o Paulista de kart, o que você guarda de maisimportante desse início de carreira??
BIA FIGUEIREDO: Foram 9 anos de kart e posso dizer que corri numa epoca muito legal, com pilotos fantasticos. O mais legal de tudo foi aprender com eles e depois supera-los em alguns momentos. No kart comecei a fazer meus motores na Araça e foi quando conheci o No, que me ensinou muito e continua me acompanhando nas corridas até hoje.
* PIT STOP: Qual corrida ou resultado lhe marcou mais nos tempos de kart??
BIA FIGUEIREDO: Lembro-me muito da minha primeira vitória na Graduados A, logo na minha segunda corrida, e também do meu vice-campeonato do Brasileiro de kart, com gostinho de campeão.
* PIT STOP: Saindo do kart, você optou por competir na F-Renault Brasil. E no início teve alguns problemas de adaptação. Basicamente, quais foram estes problemas??
BIA FIGUEIREDO: O grande problema foi que eu andava com o kart pregado no chão, e nunca gostei de traseira escorregando, e o F-Renault é um carro que sai de traseira o tempo todo. Foi uma barra me adaptar, mas acredito que o meu primeiro ano - o segundo semestre principalmente - na F-Renault foi muito bom, pois consegui liderar corrida e terminei como melhor estreante.

Segunda-feira, Março 20, 2006

Notas do Granzotto para o GP da Malásia

Inauguramos no blog ‘‘PIT STOP - O BLOG DO GRANZOTTO’’, um espaço dedicado para que os pilotos recebam notas sobre as atuações nos GP`s do Mundial 2006 de Fórmula 1. vamos às notas:
1- Fisichella - 10,0 - consistente e soberano, dominou o fim de semana de maneira impecável. Entra na briga pelo título.
2- Alonso - 8,0 - mal no treino, quando a equipe teve problemas no reabastecimento. na corrida, largada excepcional que lembrou tempos áureos da F-1.
3- Button - 7,0 - bem no treino, burocrático na corrida. Não ameçou e não foi ameaçado. Esperava mais da Honda neste início de ano
4- Montoya - 6,0 - regular no treino, parecia um motorista de táxi na corrida. Apático, ameçou estar para apenas uma parada, mas depois de fazer 2 paradas, mostrou que o carro não é rápido mesmo.
5- Felipe Massa - 8,0 - um dos melhores na pista, largou da última fila e chegou num convicente quinto lugar. Se impôs diante de Schuamcher, o que já é uma vitória.
6- Schumacher - 5,0 - parece que estava um volt à menos na Malásia. Distante da atuação que teve no Bahrein, o alemão ficou preso mais de 10 voltas atrás de Villeneuve.
7- Villeneuve - 5,0 - pode até não ser candidato à vitória e muitas vezes ter atuações terríveis, mas em Sepang não foi mal. Somou os dois primeiros pontos para a estreante BMW.
8- Ralf Schumacher - 6,0 - com o carro que tem, não deveria nem pensar em zona de pontos. A Toyota parece ter errado completamente a mão no carro, mas Ralf somou ainda um pontinho.
9- Jarno Trulli - 4,0 - Comprometido pelo carro e por problemas no radiador, se arrastou na pista. Muito diferente do início do Mundial de 2005.
10- Rubens Barrichello - 3,0 - Frustrado e decepcionado, só teve problemas nas duas corridas do ano. Na Malásia, ainda recebeu uma punição que acabou com o sonho de somar pontos.
11- Vitantonio Liuzzi - 2,0 - não fez nada, absolutamente nada. Para completar, ainda foi vítima da primeira ultrapassagem conseguida pela equipe Super Aguri, o que pode ser considerado com uma derrota histórica.
12- Christijan Albers - 2,0 - o carro é tão ruim que ele deve qause sentir saudades da Minardi, que pelo menos era divertida.
13- Tiago Monteiro - 2,0 - assim como seu nome, o carro é extremamente vagaroso. Luta para chegar a frente da Super Aguri. Pelo menos completou a prova.
14 - Takuma Sato - 3,0 - com a Arrows de 2002, tem feito milagre de completar as duas corridas. Ainda conseguiu fazer uma histórica ultrapassagem sobre Liuzzi, equipado de um motor V10.
15 - Nick Heidfeld - 6,0 - fazia uma grande corrida, sempre entre os 8 primeiros. Chegaria em quinto se o motor BMW não abrisse o bico.
16 - Scott Speed - 3,0 - não fez muita coisa, mas ainda assim, ficou um bom tempo à frente de Barrichello, favorecido pelo motor V10 da Toro Rosso. É do tipo que fala muito e faz pouco.
17 - Yuji Ide - 1,0 - Tem se adaptado à categoria. A diferença da F-Nippon para a F-1 parece bem maior do que o japonês imaginava.
18 - Christian Klien - 2,0 - Bem na classificação, acabou com a corrida de Raikkonen na primeira volta. Arriscou mais do que devia.
19 - Mark Webber - 4,0 - boa treino, boa largada, at;e ficar preso atrás de Alonso. Ia bem até a Williams ter problemas hidráulicos. Parece mais consistente do que ano passado.
20 - David Coulthard - 3,0 - treino regular, vem tomando tempo de Klien em treinos e corridas. O carro nào ajuda muito e ainda foi atrapalhado pela troca do motor Ferrari.
21 - Nico Rosberg - 4,0 - seguramente teria chegado nos pontos não fosse a quebra do motor Cosworth. Seguro e rápido, chegou a ameaçar a posição de Montoya.
22 - Kimi Raikkonen - 3,0 - treino razoável, largada ruim e fim de corrida péssimo para quem pensa em título. Anda precisando se benzer para voltar às vitórias de 2005.
Agora, comente e dê sua opinião!!! Um abraço

Renault impõe supremacia e Briatore acredita em disputa interna pelo título

O Mundial 2006 da Fórmula 1 iniciou no Bahrein, com ares de campeonato bem disputado e equilibrado das primeiras até as últimas etapas do certame. No entanto, indo de encontro a esse contexto, a Renault surge com status de ‘‘time a ser batido’’. Até aí, sem problemas. No entanto, a supremacia estabelecida pela equipe francesa no GP da Malásia impressionou até mesmo a cúpula interna do time. Diante desta situação, o chefão Flávio Briatore já começa a vislumbrar a possibilidade de assistir a uma briga interna pelo título.
De um lado, Alonso, atual campeão do Mundo, não pensa em outra coisa a não ser buscar o seu Bicampeonato, na temporada em que se despede do time (o espanhol já tem contrato assinado com a McLaren para o próximo ano). Do outro lado, Fisichella parece ter ganho força após a corrida deste fim de semana. É bem verdade que o italiano precisará fazer muito mais para contar com o apoio maciço do time, mas a etapa em Sepang - em que largou na pole e foi soberano durante as 57 voltas - foi um bom começo para quem luta se manter na equipe no ano que vem.
Para Briatore, que deverá se despedir da Renault no fim do ano, nada melhor do que a equipe se manter no lugar mais alto do pódio. Para o playboy, o importante é conquistar os dois títulos (pilotos e construtores), independente de quem seja o piloto campeão. Neste sentido de disputa, a rivalidade entre Alonso e Fisico certamente deve ter crescido após este fim de semana. Afinal de contas, após ser perguntado com quem se preocupava na luta pelo título, o líder Alonso citou apenas Schumacher e Raikkonen, esquecendo-se do companheiro de equipe. Um tanto indignado, Fisichella disse, em plena coletiva de imprensa após a corrida, que está ali para justamente fazer Fernando mudar de idéia. A disputa pelo campeonato parece mesmo estar apenas começando.

Massa vence duelo com Schummy, enquanto Barrichello decepciona, chegando apenas em décimo

Falando especificamente dos brasileiros, os dois representantes do país tiveram atuações mais do que distintas np GP da Malásia. Correndo de forma madura, adaptada e confiante, Felipe Massa não só saiu da última fila para chegar na quinta posição, como ainda se impôs diante de ninguém menos do que o heptacampeão Michael Schumacher. A Ferrari, diferente de outros tempos, nem pensou em praticar o jogo de equipe para beneficiar o alemão, que teve de se contentar com o sexto posto em Sepang. Para completar, Massinha somou seus primeiros quatro pontos como piloto da Ferrari. Já Barrichello teve mais um fim de semana para ser esquecido. Nada deu certo no Honda do brasileiro. Ou melhor, Rubinho não conseguiu se adaptar bem a nada. Freios, controle de tração e pneus foram os principais alvos do brasileiro, que terminou com uma inexpressiva décima posição. É bem verdade que o carro realmente tem problemas, mas sendo assim, o carro de Jenson Button também apresenta, e mesmo assim (aliado ao fato de estar há mais de 3 anos na equipe) o inglês tem conseguido bons resultados.
O jeito é mudar rapidamente o que está errado e se adaptar ao que está certo, para que os resultados comecem a aparecer já na próxima etapa, o GP da Austrália, no circuito de Albert Park, em Melbourne. Os testes coletivos desta semana certamente ajudarão Barrichello a se reencontrar, em meio a esta difícil fase.

Domingo, Março 19, 2006

Rumores sobre dupla finlandesa na Renault surgem em Sepang

Antes mesmo do início do GP da Malásia de F-1, segunda prova do Mundial, disputada neste fim de semana em Sepang, à 60km da capital malaia Kuala Lumpur, a grande informação que circulava no padoock envolvendo a equipe Renault não era a pole de Fisichella ou a perspectiva para a corrida, mas sim, o panorama da equipe para 2007. Ciente de que perderá ao fim do ano o atual campeão Fernando Alonso, de contrato já assinado com a McLaren, o time francês demonstra um revanchismo em sua pretensões. Em outras palavras: para vingar a perda de Alonso, a Renault estaria interessada na contratação do finlandês Kimi Raikkonen, atual vice-campeão mundial com a McLaren. No entanto, a idéia neste projeto para 2007 não seria de manter Giancarlo Fisichella.
Lapidado com todo o cuidado pela equipe dirigida por Flávio Briatore, o finlandês Heikki Kovalainen é nome quase certo para o time no ano que vem. Vice-campeão da GP2 e atuando como piloto de testes da equipe, Heikki teria a juventude e a velocidade que a Renault busca manter em seus cockpits. Muitos acreditam que mesmo depois da vitória de Fisico neste fim de semana, tais boatos continuarão. No entanto, o playboy Briatore disse que terá 16 corridas pela frente para definir os rumos do time. Resta aguardar pelo desenrolar dos fatos, mas uma dupla finlandesa na Renault certamente seria sinônimo de bons resultados. Vale lembrar que o país europeu já revelou grande nomes no automobilismo, como os de Keke Rosberg (campeão de F-1 em 82), Mika Hakkinen (bicampeão de F-1 em 98 e 99), Tommi Makkinen (tetracampeão mundial de Rali) e Marcus Gronholm (bicampeão mundial de Rali).

Fisichella vence e Renault mostra que é a equipe a ser batida

Após exatas 19 provas, eis que a sorte voltou a sorrir para o italiano Giancarlo Fisichella. Vencedor da primeira etapa do Mundial de 2005, o GP da Austrália, Fisico amargou mais de um ano de jejum de vitórias até voltar a vencer neste domingo. A corrida na Malásia não teve grandes surpresas. Na verdade, foi até monótona diante do domínio soberano da Renault. Liderando tranquilo com Fisichella e ousando na estretágia com Alonso, o time comandado por Flávio Briatore não foi ameaçado em nenhum momento pelos adversários, e no final, nada mais justo do que a conquista da primeira dobradinha da equipe desde a sua volta à F-1, em 2002. Como dado histórico, vale ressaltar que esta foi apenas a segunda vez que o time conquistou 1-2 posições numa prova. Antes, apenas René Arnoux e Alain Prost, em 1982, haviam conseguido tal feito.
Mostrando a sua superioridade, a Renault já lidera o Mundial de Pilotos (Alonso tem 18 pontos ante 11 de Button e de Schumacher) e também, o campeonato de Construtores (28 pontos diante de 15 de McLaren e Ferrari), algo que não representa surpresa alguma aos críticos e pessoas envolvidas com a F-1. Afinal de contas, todos sabiam desde os testes de pré-temporada, que os franceses seriam a equipe a ser batida. A única questão, no que diz respeito à competitividade, se refere às equipes que poderão ameaçar este reinado dos ‘‘Galos’’, como os franceses são conhecidos. Pelo o que se viu nas duas provas (Bahrein e Malásia), pode-se entender que não existe, ao menos por enquanto, uma grande equipe, forte o suficiente, que tenha condições de derrotar Alonso e Fisico. A Honda, com Button, conquistou um pódio significativo, mas não tem toda a velocidade vista nos testes de inverno. A McLaren tem sido regular com Montoya e Raikkonen, mas até agora, parece não ter ‘‘embalado’’. Kimi falha por dificilmente contar com a sorte e Juan Pablo parece ter adotado um estilo mais burocrático neste início de ano, o que aliado à estratégias ineficientes, dificultam a luta por vitórias.
Após o grande desempenho em Sakhir, a Ferrari não apareceu bem em Sepang. Massa e Schumacher fecharam em quinto e sexto, respectivamente, mas chegaram quase 50s atrás das Renaults, prejudicados bem verdade, pela troca de motores. Por fim, a Williams, que mal se colocou como uma possível força do Mundial, acabou não tendo sorte em Kuala Lumpur, sendo forçada a abandonar logo no começo com Nico e Webber, vítimas da quebra do motor Cosworth e de problemas hidráulicos.

Williams já acredita em vitória na Malásia

Não bastasse dominar a segunda fila do grid para a prova da Malásia, respectivamente com o estreante Nico Rosberg em terceiro e Mark Webber em quarto, a equipe Williams agora acredita que pode sair de Sepang como vitoriosa. Sam Michael, diretor-técnico do time, afirmou que o treino era a grande preocupação da equipe, e os dois carros acabaram se saindo muito bem. Para a prova, a expectativa é de uma boa atuação, que poderia culminar numa vitória mais do que genuína.

Dentro do time, o clima é bom e os elogios não param de surgir quando se trata do estreante Nico Rosberg. O alemão, filho de Keke Rosberg, campeão pela mesma Williams em 1982, ganhou status de estrela após a brilhante estréia no Bahrein. Antes que alguém pudesse dizer que Nico poderia ser inconstante, eis que o o campeão da GP 2 em 2005, mostrou logo no treino deste sábado, que está cada vez mais seguro ao volante do FW 28. O terceiro tempo, ficando a frente do companheiro Webber, só comprova o talento de Nico, além do futuro brilhante que certamente terá na categoria. Basta dar tempo ao tempo. Para este fim de semana, seguindo a evolução do piloto, um pódio não seria nada mal. No entanto, independente do resultado da prova, o velho Keke já teria motivos de sobra para brindar com muito chopp (forma como os finlandeses gostam de comemorar) tudo aquilo que o filho de apenas 20 anos vem fazendo na Fórmula 1.

Favorito para a pole, Alonso se decepciona

Depois da temporada irreparável que teve em 2005, em que se sagrou o mais jovem campeão mundial da história da categoria, Fernando Alonso passou a ver seu nome sempre sendo colocado como favorito para a conquista de pole positions, vitórias e tudo mais. No GP do Bahrein, no último domingo, tal aposta deu certo. Se o quarto lugar no grid não foi tão bom, Alonso tratou de se recuperar e vencer a primeira etapa do Mundial 2006. No entanto, para a pista de Sepang, em Kuala Lumpur, na Malásia, a tarefa parece estar um pouco mais difícil.

Entusiasmado após ser o mais rápido entre os titulares nos treinos livres de sexta-feira, Alonso mudou radicalmente de humor neste sábado após registrar apenas o sétimo tempo para a formação do grid de largada. Como consolo, o espanhol disse que a pole do companheiro de Renault (Fisichella) mostra o real potencial do carro. No entanto, isso em nada muda sua situação para a prova. Na sua frente, Fernando encontrará além de Fisico, um carro da Honda (Button), além dos dois carros de Williams (Nico e Webber) e McLaren (Montoya e Kimi), o que cria para a prova um cenário que certamente será recheado de disputas e ultrapassagens. É esperar para ver!

Sábado, Março 18, 2006

Brasileiros amargam última fila do grid para GP em Sepang

Se o entusiasmo diante do fato de dois brasileiros estarem atuando por equipes de ponta era grande no início do campeonato, isso parece fazer parte do passado. Inclusive para os próprios pilotos. A grande verdade é que o treino na Malásia foi péssimo para Felipe Massa e Rubens Barrichello. Após ter seu motor Ferrari trocado por duas vezes, Massa larga na última posição e espera com a estratégia de apenas uma parada, conseguir dar o pulo do gato, copiando a estratégia usada por Kimi Raikkonen no último GP do Bahrein.
Para Rubinho, a situação parece um pouco pior. A questão é que, saindo da última fila, o piloto da Honda, que também trocou de motor, parece não ter nenhuma ‘‘carta na manga’’ para a segunda etapa do Mundial. Além de assistir ao companheiro Jenson Button largar numa excelente segunda posição, Barrichello se vê ‘‘numa encruzilhada’’ quando a questão se refere ao acerto aerodinâmico de seu carro. Em entrevista ao jornalista Pedro Bassan, da TV Globo, Rubinho afirmou não entender o por que de estar tomando 1s de Button. Além disso, pronunciou uma pérola que dá a dimensão exata da fase que está passando na Honda: ‘‘Estou tendo que andar devagar para conseguir uma volta rápida’’. Tradução: o negócio está bem complicado e acho que eu não devia ter saído da Ferrari!!! Quem sabe as coisas não melhoraram para os dois brasileiros durante a corrida. Resta aguadar!

Fisichella tem dia de sorte e conquista a pole na Malásia

Na sexta-feira, Giancarlo Fisichella se mostrava bastante confiante em um bom resultado no GP da Malásia de F-1. Afinal de contas, o italiano dizia ter o melhor carro e o melhor conjunto. No entanto, de forma bastante sincera, Fisico deixou escapar uma declaração que expressou aquilo que todos já sabem: a grande dose de falta de sorte que parece seguir o piloto. De forma descontraída, o italiano disse na coletiva de imprensa que pediria uma ajudinha aos céus para ter melhores dias. E pelo jeito, Giancarlo, como um bom romano que é, deve ter rezado tanto que teve sua prece atendida, e de forma quase que instantânea.

Neste sábado, ao completar sua última volta rápida no treino classificatório para a segunda prova do Mundial, o piloto da Renault conquistou a terceira pole da carreira, garantindo a posição de honra no grid para a corrida deste domingo e se credenciando como um dos favoritos à vitória. Se desta vez sobrou sorte ao italiano, esta parece ter faltado aos adversários. Schumacher, Massa e Barrichello tiveram seus motores trocados; A McLaren parece ter sido burocrática na estratégia e o companheiro Alonso foi atrapalhado pelo tráfego. E diante de tudo isso, Fisico abocanhou a pole e agora só pensa em largar e abrir vantagem desde o início. A corrida deverá ser boa. As Williams de Nico Rosberg (terceiro) e Webber (quarto) podem surpreender, mas ao que tudo indica, os grandes adversários de Fisico deverão ser Montoya e Raikkonen, que partem respectivamente, da quinta e sexta posições.

Massa supera Schumacher enquanto Barrichello se complica

Após a segunda posição no grid para o GP do Bahrein, Felipe Massa voltou a mostrar um bom desempenho com a Ferrari nesta sexta-feira, ao registrar o quinto melhor tempo do dia nos treinos livres para o GP da Malásia, a segunda etapa do Mundial de F-1. Massinha, mesmo diante da grande pressão de correr por um time de tantas tradições como a Ferrari, parece estar aprendendo rápido a lição. Se alguém esperava por um piloto menos aguerrido após o erro na primeira etapa, em Sakhir (quando rodou sozinho e quase bateu em Alonso), Felipe tratou de acabar com qualquer idéia do tipo. Afinal de contas, hoje o brasileiro superou em mais de sete décimos o companheiro de equipe, ninguém menos do que o heptacampeão Michael Schumacher. Para Rubens Barrichello, o dia voltou a ser de trabalho e de muita reclamação. Após o resultado inexpressivo na semana passada, Rubinho voltou a ter problemas em seu Honda e ao fim do dia, foi apenas o 13. O brasileiro justificou o desempenho aquém das expectativas alegando que os problemas enfrentados no Bahrein persistem na Malásia, o que deverá prejudicar sua prova. Agora é esperar para ver o treino classificatório (marcado para às 3h) que definirá o grid de largada para etapa malaia.

Sexta-feira, Março 17, 2006

Alonso fecha o dia com o 4º tempo, mas é o 1º entre os titulares

Todo mundo sabe que treino livre não vale muita coisa para os pilotos. Afinal de contas, ninguém quer desgastar o equipamento num treino que não valer nada para ninguém, a não ser para os test drivers, que têm a grande chance de mostrar serviço. No entanto, para Fernando Alonso, todo treino é treino e é sempre bom estar entre os mais rápidos. Ainda mais quando ele consegue ser o 1º entre os titulares (4º colocado no geral). Mostrando a confiabilidade do modelo R26 da Renault, o espanhol já mostrou ter um carro bom o bastante para buscar a pole e a vitória no GP da Malásia. O companheiro de Alonso na Renault, o italiano Giancarlo Fisichella, também foi bem, sendo o sétimo mais rápido do dia. Fisico até aproveitou o bom tempo no treino para pedir uma ajudinha aos céus, solicitando mais sorte, algo que vem lhe faltando desde a segunda etapa do Mundial de 2005. No Bahrein, na semana passada, o italiano abandonou após ter problemas hidráulicos em seu carro.

Que fase hein Montoya!!!

A fase do colombiano Juan Pablo Montoya anda tão ruim, que depois de ter problemas de rendimentro com a McLaren no Bahrein, seguido de um motor Mercedes-Benz aquém das expectativas, o sul-americano teve problemas no treinos livres de hoje em Sepang. Irritado, Montoya rebocou seu próprio carro na esperança de resolver rapidamente o problema, o que acabou não acontecendo. Após ser o quarto mais rápido no treino da manhã, Montoya foi apenas o 14º à tarde, fechando o dia em décimo.
Depois, parado nos boxes devido aos seus intermináveis problemas, Juan Pablo resolveu dar uma de espião. Na esperança de descobrir algum segredo da concorrente Ferrari, Montoya observou de perto os carros de Schumacher e Massa. No entanto, o colombiano pouco descobriu. Afinal de contas, sob olhares desconfiados de alguns mecânicos ferraristas, o colombiano deu meia volta e centrou suas atenções em melhorar seu carro.

Wurz, com a Williams, lidera dia de treinos na Malásia

O austríaco Alexander Wurz conseguiu nesta sexta-feira aquilo que os integrantes da equipe Williams mais desejavam. O piloto de testes do time britânico foi o mais veloz do dia, superando os test drivers de Honda (Anthony Davidson) e BMW-Sauber (Robert Kubica), além de todos os demais titulares. O interessante é que a equipe utiliza os pneus Bridgestone, que teoricamente, seriam menos eficientes do que os concorrentes Michelin, na super aquecida pista de Sepang, na Malásia, que hoje registrou "nada menos" do que 45ºC.
Em relação ao desempenho da Williams, a grande verdade é que a própria equipe não esperava por boas atuações neste início de ano. Dada como "morta" e "acabada", o time inglês, que iniciou 2006 com o então desacreditado motor Cosworth, viu seus dois carros chegarem entre os oito primeiros colocados no GP do Bahrein, a primeira etapa do campeonato (Webber foi o 6º e Nico o 7º). Diante de tal resultado, técnicos do time analisaram e viram que se tivessem arriscado mais na estratégia, poderiam ter conquistado algo melhor em Sakhir. Assim, o objetivo para Sepang é inserir o time no conjunto de equipes com chances de conquistar vitórias, composto hoje por Renault, Ferrari, McLaren e Honda.

Quinta-feira, Março 16, 2006

Treinos para GP da Malásia começam de madrugada

À meia-noite desta sexta-feira tem início, no circutio de Sepang, em plena capital malaia Kuala Lumpur, o primeiro treino livre para o GP da Malásia, a segunda etapa do Mundial de F-1 deste ano.

Vindos diretamente do Bahrein, equipes e pilotos já não escondem o desconforto em correr em território malaio. Nada contra o país. Aliás, muito pelo contrário. Muitos deles gostam da pista, considerada bastante desafiadora. No entanto, o calor fora do normal assombra os pilotos, que saíram do rigoroso inverno europeu encontrado durante os testes de pré-temporada.

Hoje, nas primeiras entrevistas coletivas, nada do que foi dito fugiu do contexto. Quarto colocado no Bahrein, Jenson Button voltou a acreditar que a Honda tem chances de vitória na Malásia. Para David Coulthard, que já começa os treinos sabendo que perderá dez posições no grid devido à troca do motor Ferrari de seu Red Bull, o jeito foi tirar sarro. Diante do forte calor, Coulthard disse que ‘‘correr na Malásia é que como fazer sexo numa sauna’’, frase que levou os jornalistas às gargalhadas.

No mais, Rubens Barrichello voltou a dizer a sua ‘‘pérola’’ tradicional de todo início de campeonato: ‘‘Aqui começa o Mundial!!!’’. Engraçado como o campeonato de Barrichello nunca começa na mesma corrida dos outros!!! Bem, só rindo mesmo! Depois dessa, vale a pena ficar ligado na corrida. Os treinos livres começam à 0h desta sexta-feira.

Pan 2007: Imbróglio continua em Jacarepaguá

A disputa entre a Confederação Brasileira de Automobilismo e a Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro parece estar muito longe do fim. Após muitas discussões através da imprensa, a situação tomou outros rumos nesta semana.

A questão é que a CBA ganhou na justiça, na tarde desta quinta-feira, um efeito suspensivo impedindo que a Prefeitura do Rio dê seqüência às obras que pretende realizar no autódromo de Jacarepaguá visando a disputa dos Jogos Pan-Americanos de 2007. O recurso foi impetrado pelo advogado Felippe Zeraik, que representa a federação, após a juíza titular da 6ª Vara da Fazenda Pública, Jacqueline Lima Montenegro, ter indeferido o pedido de liminar no Mandado de Segurança impetrado pela CBA contra a RioUrbe, empresa que venceu a licitação pública para a realização das obras visando o Pan.

O juiz Pedro Freire Raguenet acatou as argumentações da entidade de que há possibilidade de lesão de grave e difícil reparo ao ambiente e ao circuito do Rio. No entanto, diante de total clareza no que diz respeito à suspensão das atividades, a Prefeitura do Rio deu de ombros para a justiça e seguiu realizando tais obras. A alegação do governo do prefeito César Maia é de que a Prefeitura possui documentos necessários que garantem a continuidade dos trabalhos na área do autódromo Nelson Piquet.

Em meio a todo esse imbróglio envolvendo as duas partes, quem perde mesmo é o automobilismo brasileiro. Afinal de contas, além da história de Jacarepaguá, que por tantos anos recebeu os Mundiais de Fórmula 1, F-Indy, Motovelocidade entre tantas outras categorias, o público apaixonado e os pilotos do país perdem mais um espaço importante. Desta forma, cada vez mais o esporte a motor nacional se vê dependente da estrutura solitária de Interlagos.

GP 2: Premát lidera treinos em Paul Ricard, seguido por brasileiros

Após o título do alemão Nico Rosberg na temporada de 2005, piloto e equipes da GP2 voltaram aos testes visando o início da temporada, marcado para os dias 8 e 9 de Abril, no circuito Ricardo Tormo, em Valência, na Espanha. Considerada categoria de acesso à Fórmula 1, a GP2 contará com vários pilotos que disputaram a temporada de estréia do jovem campeonato, com exceção feita a Rosberg (campeão) e ao finlandês Heikki Kovalainen (vice).
Nos primeiro dia de treinos livres na pista francesa de Paul Ricard, o francês Alexandre Premat liderou a quinta feira, sendo o único a virar na casa de 1min12s. O piloto, que na semana passada ajudou a França a garantir o título da A1 GP, disputará a temporada pela equipe ART, campeã do ano passado. Nos treinos de hoje, Premat foi diretamente seguido pelo competente José-Maria Lopez. O argentino, integrante do programa de desenvolvimento de pilotos da Renault, registrou o segundo tempo, ficando quase 3 décimos atrás de Alex.
Em relação aos brasileiro, bons resultados. Estreante na categoria, Lucas Di Grassi foi o terceiro mais rápido. Após ser terceiro colocado no Europeu de F-3 e de vencer o GP de Macau no ano passado, Di Grassi sabe que terá dificuldades correndo pela fraca equipe Durango, mas já começou a mostrar que lutará pela ponta. Mantendo a formação do ano passado, Nelsinho Piquet e Xandinho Negrão seguem sendo companheiros de equipe na Piquet Sports. Hoje, Nelsinho (que só pensa no título) foi o quarto colocado, enquanto que Xandinho (mostrando boa adaptação) ficou com um bom sexto tempo, logo a frente do atual campeão europeu de F-3, Lewis Hamilton. Os testes em Paul Ricard seguem nesta sexta-feira.

Quarta-feira, Março 15, 2006

A1 GP consagra a França, mas sem nenhum brilho

Quando o xeique Maktoum Hasher Maktoum Al Maktoum, membro da família real de Dubai, deu o ponta-pé inicial na A1 GP, uma categoria definida como a Copa do Mundo do Automobilismo, as mais diversas nações se empolgaram com a idéia. Afinal de contas, nascia ali uma categoria sem grandes gastos, com um nível técnico bom e que iria premiar não um piloto ou equipe, mas sim, uma nação como a grande campeã.

Bom, até aí, tudo muito legal e bonito. Na corrida inaugural, em Brands Hatch, na Inglaterra, as coisas pareciam até mais do que perfeitas. O tal milionário xeique havia conseguido reunir bons pilotos e ainda, um público só visto em categorias de renome internacional. Para melhorar, um piloto emergente como Nelsinho Piquet venceu as duas corridas do fim de semana, mostrando que a categoria tinha credibilidade. Além dos pilotos, outras celebridades como o jogador Ronaldo (o fenômeno do Real Madrid), o ex-piloto Emerson Fittipaldi, o jogador Luís Figo (atacante da Internazionale), e até Nelson Mandela (ex-presidente da África do Sul) foram convencidos a emprestar seu prestígio para o novo certame.
Só que o projeto desandou. A disputa tomou ares amadores piores do que os campeonatos nacionais. Pilotos de nível técnico baixíssimo entraram na disputa, os patrocinadores não vieram, o Brasil se perdeu e a França, contando com uma dupla apenas competente (Alenxadre Premát e Nicolas Lapierre), garantiu em Laguna Seca o título da primeira, e quem sabe, última temporada da tal A1 GP. Se realmente acabar, a categoria não deixará saudade, com exceção para alguns pilotos, como Jos Verstappen e Alex Yoong. Praticamente ex-pilotos em atividade, que viam na A1 a última chance de mostrar algo. E mesmo assim, mostraram pouco...muito pouco.

Motor Ferrari já faz duas vítimas para Malásia

A mudança na Fórmula 1 para o uso de propulsores de oito cilindros parece ter proporcionado uma grande reviravolta nos times. Afinal de contas, após muitos anos usando os tradicionais motores V10 (propulsor em formato de V, contando com 10 cilindros), as equipes tiveram de se adequar a uma nova realidade, e a muitas dificuldades. Equipes como a Ferrari, por exemplo, jamais haviam produzido um motor de tal especificação em sua história, o que prejudicou toda e qualquer preparação. Coincidência ou não, o time italiano já fez duas vítimas para o GP da Malásia antes mesmo do início dos primeiros treinos livres.

Depois do escocês David Coulthard, da Red Bull, nesta quarta-feira foi a vez de Felipe Massa ser avisado de que terá seu motor Ferrari trocado para a segunda etapa do Mundial. O regulamento para este ano continua prevendo que um mesmo motor seja utilizado por dois finais de semana. Diante disso, a sua eventual troca força uma punição, traduzida pela perda de 10 posições no grid de largada. Em miúdos, se Massa fizer o primeiro tempo, partirá apenas em décimo primeiro; se for segundo, em décimo segundo e assim por diante...
A troca do motor, no entanto, não foi a pior notícia do dia para Massinha. Muito pior foi a atitude da Ferrari, que em uma nota assinada por Jean Todt, deposita no piloto brasileiro total parcela de culpa pela rodada inicial na prova do Bahrein. Já que Massa está estreando pela equipe, e é apenas um jovem de 24 anos, o time italiano poderia ter segurado um pouco a onda. Colocar esse rojão nas costas de Felipe só coloca ainda mais pressão no piloto, que na Malásia, já neste fim de semana, com certeza pilotará desesperadamente para apagar a péssima impressão deixada no circuito de Sakhir. É bem verdade que Todt elogiou Felipe, dizendo que o brasileiro andou praticamente no mesmo tempo das voltas de Schumacher, mas só isso seguramente não irá limpar a barra do brasileiro. Ele sabe que caso os resultados não apareçam, a pressão subirá...prova a prova!

Terça-feira, Março 14, 2006

Raikkonen cercado pelos boatos para 2007

Kimi Raikkonen já não aguenta mais ver seu nome cercado de boatos em relação ao seu futuro nas próximas temporadas. A verdade é que, desde que Fernando Alonso foi confirmado na McLaren para 2007, todo o panorama envolvendo Kimi foi alterado. E segundo a boataria que rola solta na Europa, o finlandês teria nada menos do que quatro possibilidades para o próximo ano.

Parece muito, mas apenas duas parecem realmente sólidas. A primeira é a Ferrari. Pessoas de dentro da McLaren já dizem que Kimi fechou com a equipe de Maranello, e que Ron Dennis só estaria esperando a hora certa de divulgar a informação. Já outros, dizem que Raikkonen só iria para a equipe de Enzo Ferrari caso Schumacher não estivesse lá. Nada contra o alemão, mas a questão é que Schummy jamais aceitaria não ter o tratamento de primeiro piloto no time, e segundo boatos, Kimi teria assinado com a Ferrari com a condição de que os dois pilotos tivessem igualdade de atenções. Neste caso, em uma possível permanência de Michael, Raikkonen deveria permanecer, meio que a contragosto, no seu atual time.
Existem outras duas equipes que surgiram na ‘‘central de boatos’’. Os dois managers de Kimi teriam ido à sede da Toyota conversar sobre uma possível proposta do time para o vice-campeão mundial, prometendo muito dinheiro e poucos resultados. Por fim, diante da saída de Alonso, até a Renault foi colocada como destino do Ice Man, mas essa parece tão remota que ninguém soube formular um boato de qualidade.
Alheios a todos os boatos, o chefão Ron Dennis e o competente Martin Whitmarsh, diretor esportivo da McLaren, disseram já nesta semana que o grande objetivo do time inglês será de fazer Rakkonen campeão do Mundo neste ano, para contar com uma dupla campeã em 2007. Afinal de contas, Alonso e Kimi juntos na McLaren seriam a dupla dos sonhos de qualquer time, unindo frieza, velocidade, regularidade, dedicação, discrição e vitórias...sim...muitas vitórias. Resta aguardar. O certo é que dificilmente alguma decisão será anunciada antes do mês de Maio, quando Schumacher deverá revelar os rumos de sua carreira.

Segunda-feira, Março 13, 2006

Alonso segue os passos de Schummy

Quando conquistou o título mundial de 2005, Fernando Alonso adotou logo após o GP do Brasil (prova que definiu sua conquista) um discurso no mínimo antipático. Numa clara mostra de desabafo, o espanhol dedicou seu título à família, a dois ou três amigos e à ninguém mais. Depois, para não ficar chato, resolveu incluir o nome da Renault na lista de agradecimentos, mas o remendo parece não ter dado muito certo, e a imagem de metido pegou!!!

No entanto, como um campeão que se preze, Alonso parece ter aprendido algumas lições nessas férias. Em 4 meses, o piloto da Renault arranjou uma namorada, virou personagem em quadrinho, fez uma boa vizinhança com a imprensa espanhola e ainda liderou boa parte dos testes de que participou. Na primeira prova do Mundial, assim como o campeão Schumacher, Fernando adotou a sempre certeira estratégia das paradas para reabastaecimento e graças ao fato de ter ficado 1s a menos parado, voltou a tempo de ficar na frente de Michael após disputar a posição roda-a-roda com o alemão. Para finalizar com chave-de-ouro o fim de semana politicamente correto, Alonso comemorou a vitória no Bahrein fazendo muita graça, dando beijo na aliança de compromisso e dedicando a vitória a todos os funcionários e mecânicos da Renault. Realmente, Alonso, o bom menino, está seguindo os passos de um heptacampeão que não conseguiu o sucesso de graça.

Será que a sorte abandonou Raikkonen???

Para qualquer piloto, não basta simplesmente sentar no carro, ter um bom preparo físico e não cometer erros. Em meio a todo um conceito de dedicação, esforço e garra, é imprescindível que o competidor tenha um fator determinante para o sucesso: SORTE!!!

Esta palavrinha mágica definiu em muitas ocasiões os destinos das carreiras de muitos pilotos. Com Stirling Moss, brilhante piloto britânico da década de 50, os quatro vice-campeonatos mundiais ilustram bem a situação encarada por um competidor que teve o azar de correr na mesma época da lenda Juan Manuel Fangio, argentino pentacampeão do Mundo.

Nos anos 70, o sueco Ronnie Petterson era o exemplo de piloto veloz, aguerrido e de poucos erros. No entanto, as quebras de sua Lotus eram tão rotineiras que o piloto faleceu após uma batida em 78 sem ter feito algo de muito siginificativo na categoria. Alguns anos mais tarde, o grande destaque veio a ser Gilles Villeneuve. O canadense, oriundo de competições de esqui em Quebec, acabou chegando à Fórmula 1 e logo se tornou um show-man. Rápido, agressivo e considerado um destruidor de carros, Gilles sentiu na pele o peso de muitas vezes não ter a sorte ao seu lado. Muitas quebras, imprevistos e um grave acidente que veio a lhe tirar a vida em Zolder, na Bélgica, puseram um ponto final na carreira do pai de Jacques Villeneuve.

Não acredito que Raikkonen vá ter o mesmo destino de insucesso. O vice-campeonato do ano passado mostrou a força e consistência do finlandês. A questão é que, nem mesmo o piloto agüenta mais ver sempre seu McLaren parando no meio da pista, seja por pane hidráulica, seja por motor, seja por sei lá mais o que. Kimi certamente fará um bom Mundial em 2006, como já mostrou após a supreendente terceira posição no Bahrein. No entanto, para lutar pelo título, certamente terá que ter a SORTE ao seu lado, algo que não vem acontecendo nos últimos anos.

Domingo, Março 12, 2006

Alonso vence no Bahrein o primeiro duelo do ano

Desde 2003, quando assombrou o Mundo da Fórmula 1 conquistando sua primeira pole position (GP Malásia) com 21 anos, e vencendo sua primeira corrida (GP Hungria) aos 22, Fernando Alonso jamais saiu do posto de estrela da categoria. Tal posto foi ainda mais alimentado após belas atuações em 2004, quando mesmo com um carro apenas regular, fez boas provas. Em 2005, o ano de sua consagração, Alonso levou o título aos 24 anos de idade, tornando-se o mais jovem campeão da história da categoria, e superando o então recorde do brasileiro Emerson Fittipaldi, campeão com a Lotus em 1972, quando tinha 25 anos. Após os testes de pré-temporada, em que cansou de ver seu nome cercado de favoritismo, o espanhol não escondeu sua decepção após o treino classificatório deste fim de semana, em Sakhir.
Afinal de contas, a pole que estava quase garantida, acabou ficando com o super campeão Schumacher. Enquanto isso, Fernando teve de se contentar com uma mera quarta posição no grid, muito aquém das expecativas da Renault. Aliando determinação, estratégia, sorte, ousadia e estrela de campeão, Alonso fez uma corrida mais do que cerebral. Quando esteve atrás do líder Schumacher, buscou sempre manter contato com o alemão. Após o primeiro pit, se aproximou ainda mais, como que se estivesse preparando o bote. Após a segunda parada, voltou roda-a-roda com Schumacher e, sem hesitar, deixou o carro escorregar para o lado do alemão, levou vantagem, e ali, garantiu sua nona vitória na carreira. O piloto da Ferrari ainda tentou uma reação, mas Alonso pilotou tão seguro que mais parecia um experiente de 30 e poucos anos, e não um jovem de 25, que já começa a vislumbrar com a possibilidade de lutar pela bicampeonato mundial. Estamos apenas no início do campeonato, é verdade, mas essa é a grande meta do espanhol, nesta última temporada que estará defendendo as cores da Renault (Em 2007, Alonso já anunciou sua transferência para a McLaren).
Além do belo duelo de Alonso e Schummy, notável foram as atuações de Kimi Raikkonen e do estreante Nico Rosberg. Após largar da última fila do grid, Kimi fez mais uma de suas já tradicionais provas de recuperação, e com justiça, garantiu a terceira posição no pódio. Já o piloto da Williams teve um dia dos sonhos. Estreando na Fórmula 1, o filho do campeão mundial Keke Rosberg somou seus dois primeiros pontos na categoria logo na primeira prova do Mundial, ao chegar na sétima posição. Para completar, ainda conseguiu um feito histórico, registrando a melhor volta da prova, na casa de 1min32s4, feito antes só alcançado por Jacques Villeneuve, no GP da Austrália de 96, quando o canadense também estreava na F-1, justamente pela mesma Williams.
Para o Brasil, o GP na terra dos xeiques, que tinha tudo para ser dos sonhos, terminou em pesadelo e decepção. A excelente segunda posição no grid foi mantida por Felipe Massa por apenas alguns metros. Depois disso, o piloto da Ferrari tentou cassar Alonso e na ânsia de acelerar, acabou naufragando em sua estréia pela Ferrari. Mesmo se recuperando, Massinha teve de se contentar com um inexpressivo nono lugar. Para Barrichello, a história foi bem pior. Após sair de sexto e protagonizar belas disputas com o companheiro Button, o piloto da Honda ficou sem a terceira marcha em seu carro, e tratou de se arrastar na pista até o final das 57 voltas da corrida.
Interessante citar os pegas envolvendo Heidfeld e Coulthard, que por pouco não tiraram os dois da corrida, e a impagável estréia da Super Aguri no Mundial. Em meio a tanto amadorismo, concluir a corrida em último e à 4 voltas de Alonso já foi motivo de comemoração para o sempre animado Takuma Sato. Esta é a nova Fórmula 1, que agora viaja para a Malásia deixando nos fãs o desejo de que a mesma competitividade vista no Bahrein seja mantida para a próxima prova.

Após primeira prova, Barrichello exagera no desânimo

Rubens Barrichello sempre foi conhecido como um piloto muitas vezes ‘‘chorão’’. Tal fama ganhou muita divulagação em seus 6 anos de Ferrari, quando cansou de ter de dar explicações, muitas vezes sem pé nem cabeça, para justificar maus resultados.
Na Honda, seu novo time, um novo Barrichello parecia surgir para a Fórmula 1. Afinal de contas, 14 anos na categoria ensinam qualquer piloto que, nada melhor do que uma motivação renovada para que se busque vitórias e bons resultados.
Só que este Barrichello parece ter se cansado muito cedo. Logo após sua primeira prova pela Honda, bastante prejudicada pelo fato de ter perdido a terceira marcha de seu carro logo após o primeiro pit stop, Rubinho já adotou um discurso que espanta pela falta de ânimo: ‘‘Talvez ainda não estejamos realmente preparados para vencer corridas como achávamos que estávamos’’. Ninguém quer que Rubens acredite que já na próxima corrida chegará derrotando Alonso, Schumacher e Raikkonen fácil-fácil. No entanto, todos querem, principalmente, os brasileiros e os japoneses da Honda, que ele demonstre a mesma motivação que o impulsionou durante os testes de pré-temporada, quando a Honda mostrou-se o equipamento mais confiável.
Ruim, todos sabem que o carro da Honda não é. Button largou em terceiro e após bons duelos, terminou em quarto, grudado em Raikkonen, o terceiro colocado. Dizer que o carro não conseguirá nada neste ano, quando ainda temos 17 corridas pela frente, soa de modo estranho e exagerado. A prova na Malásia será o próximo desafio de Rubinho para rever seus conceitos.

Estas serão as estrelas da temporada!

Tradicional em toda abertura e fechamento de temporada, esta é a foto dos pilotos que disputarão o Mundial 2006. Na primeira fila, os favoritos do campeonato, é claro: Honda, Ferrari, Renault e McLaren. Mais atrás, as intermediárias Williams, Toyota e Red Bull. Por fim, as estreantes Toro Rosso, Super Aguri, Midland e BMW Sauber, que com exceção dos alemães, deverão lutar para não fechar o grid.

O ENCONTRO: Schumacher ressurge e Barrichello sofre!

O fim de semana foi tão distinto para Michael Schumacher e Rubens Barrichello que já teve gente dizendo que o brasileiro não deveria ter saído do time italiano, transferindo-se para a Honda. Pura fala de pessoas que não tem o que fazer. Barrichello encontrou vida nova no time japonês após 6 anos sendo meramente o escudeiro de Schumacher. Rubinho precisava disso para sua carreira. Dificuldades neste início de ano ele estava ciente de que teria, e todos sabiam que nada seria fácil logo de cara.

A sexta posição no grid até que foi lucro para um carro que, segundo o próprio Barrichello, estava sem equilíbrio algum. Já na corrida, após uma interessante disputa com o companheiro Button, Rubinho nada pôde fazer sem a 3ª marcha de seu carro e se arrastou apenas para completar. Já para Schumacher, um fim de semana de puro ressurgimento. Pole position histórica, liderou 2/3 da corrida e só não ganhou porque comprovou que Alonso melhora a cada dia como piloto, e que parece muito mais solto e confiante após o título do ano passado.

Para a Ferrari, um domingo para guardar na memória, ainda mais depois de um ano de 2005 de resultados tão magros e amargos. Para Rubinho, um dia para refletir sobre a sua adaptação ao carro e para pedir por melhor sorte no GP da Malásia, dentro de uma semana.

Treino no estilo "Superpole" devolve graça e disputas à F-1

Desde 2003, a Federação Internacional de Automobilismo promoveu nada menos do que 4 mudanças no formato de disputa do treino classificatório para a definição do grid de laragada das provas do Mundial. No entanto, apenas o último, justamente o que entrou em vigor neste fim de semana, no Bahrein, parece conseguir o que há muito tempo vinha se buscando: trouxe à tona as disputas entre os pilotos, algo que parecia em extinção na categoria.

Dividido em 3 fases, o treino realmente premia com a pole aquele que for o melhor no conjunto da ópera. Em outras palavras: o piloto que melhor poupar equipamento nas duas fases de 15 minutos, mas que conseguir posicionar-se entre os 10 primeiros, e que, em seguida, conseguir se arriscar em pelo menos uma volta voadora na última fase de 20minutos, obterá a pole position. Foi justamente o que fez Schumacher. Depois de ficar entre os cinco mais rápidos nas duas primeiras fases, o alemão, de tanque cheio, soube gastar a gasolina na hora certa e acertar uma boa volta no momento em que os demais tentavam diminuir o volume de combustível. Só que a pista piorou no fim do treino (momento este que Schummy já tinha volta boa registrada), o vento no deserto aumentou e Schumacão se viu surpreso com a conquista da 65ª pole da carreira, igualando o recorde histórico do inesquecível Ayrton Senna.

Na mesma tocada, Felipe Massa conseguiu uma excelente primeira fila, largando na segunda posição, logo em sua prova de estréia na Ferrari. Para a Honda e a Renault, então favoritas à pole, restou mesmo muita desculpa e promessas de uma corrida bem disputada.

Estréia brilhante de Nico só comprova que a Williams tem um grande talento em mãos

O alemão Nico Rosberg, junto de Scott Speed e Yuji Ide foram os três estreantes do mundial no GP do Bahrein. O norte-americano tomou um chocolate do companheiro Vitantonio Liuzzi e ficou feliz de ter concluído a prova no deserto de Sakhir. Para Ide, nem isso foi possível. Com o equipamento sofrível da Super Aguri, o japonês não completou, após 5 paradas para reabastecimento e ao que tudo indica, problemas no motor Honda.

No entanto, para Nico, o domingo dificilmente será esquecido. O alemão, campeão da GP 2 (categoria de acesso à F-1) em 2005, fez sua primeira prova pela Williams mostrando que poderá ser tão bom ou até melhor do que o seu pai e ídolo, o finlandês keke Rosberg. E não é exagero não. Há muito tempo Nico vem andando bem, tanto em categorias européias, como nos testes de pré-temporada realizados pela F-1. Esforçado e esperto, Nico compreendeu tão rápido o FW 28 que em sua primeira prova, logo conseguiu seus primeiros pontos (na verdade foram dois) com a sétima posição. Não bastasse isso, a melhor volta da prova foi um prêmio ao estilo combativo adotado por Nico nas ultrapassagens e ao ótimo desempenho dos motores Cosworth.

Mais potentes do momento, com cerca de 740cc, os propulsores levaram a Williams a somar ainda mais três pontos com Mark Webber, o sexto colocado. Diante disso, pode-se concluir que: 1º - se o carro ajudar, a Williams pode conquistar bons resultados no ano, da mesma forma que fez no Golfo Pérsico. 2º - se Nico repetir a dose na Malásia, começa a se firmar como um futuro ídolo das pistas. Potencial, além de "tempo de pista", ele já mostrou ter de sobra, para felicidade do pai Keke, campeão mundial com a Williams em 82, e que agora vê o filho começar a brilhar para o Mundo.

A vitória de Alonso foi na raça!!!

Olá amigos do esporte....
iniciamos este novo espaço sobre automobilismo justamente no dia em que Fernando Alonso deu mais um show de pilotagem...e para cima de ninguém menos do que o super campeão Schumacher. Uma disputa roda-a-roda que nos fez reviver épocas históricas da Fórmula 1. Volte em instantes para mais comentários sobre o GP do Bahrein, que abriu a temporada 2006.